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Deputado Renato Freitas denuncia suposto grupo no Telegram com imagens de violência atribuídas a policiais; Gaeco inicia apuração

Parlamentar afirma que plataforma cobrava assinatura para acesso a fotos e vídeos de operações policiais; Ministério Público confirma abertura de procedimento preliminar

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Deputado Renato Freitas denuncia suposto grupo no Telegram com imagens de violência atribuídas a policiais; Gaeco inicia apuração Créditos: Valdir Amaral

O deputado estadual Renato Freitas (PT) denunciou a existência de um suposto grupo no aplicativo Telegram em que seriam compartilhadas fotos e vídeos de tortura e agressões atribuídas a policiais militares do Paraná. A denúncia foi divulgada pelo parlamentar na noite de quarta-feira (22) e encaminhada ao Ministério Público do Paraná (MPPR), que informou ter iniciado uma apuração preliminar sobre o caso.

Segundo Freitas, a equipe de seu gabinete identificou o grupo após monitorar um perfil no Instagram que promovia a comercialização do acesso ao canal.

De acordo com o deputado, o grupo reuniria mais de 100 participantes e cobraria uma mensalidade de R$ 20 para ingresso.

Denúncia cita publicações de operações policiais

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Renato Freitas afirmou que o grupo estaria ativo desde abril e publicaria diariamente imagens de operações policiais.

Segundo o parlamentar, entre os conteúdos divulgados haveria vídeos e fotografias explícitas de pessoas sendo agredidas, torturadas ou mortas.

"O grupo existia desde abril e publicava diariamente imagens de operações policiais, com vídeos e fotos explícitas de pessoas sendo torturadas ou mortas", afirmou.

Freitas também declarou que, durante a apuração feita por sua equipe, foram identificadas conexões entre o perfil que divulgava o grupo e contas de policiais militares, perfis institucionais da Polícia Militar e parlamentares que seguiam a página nas redes sociais.

Gaeco confirma procedimento preliminar

Em nota, o Ministério Público do Paraná informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) recebeu as informações encaminhadas pelo deputado e instaurou uma Notícia de Fato.

Segundo o órgão, o objetivo inicial é verificar se existem elementos que justifiquem a abertura de uma investigação formal.

"O Gaeco recebeu informações a respeito desses fatos e instaurou uma Notícia de Fato, cujo objetivo é verificar a existência de fatos vinculados à atribuição do Gaeco que possibilitem a instauração de uma investigação formal. A apuração ainda é inicial e sigilosa", informou o MPPR.

Parlamentares citados negam envolvimento

Após a divulgação da denúncia, parlamentares mencionados por Renato Freitas como seguidores do perfil no Instagram se manifestaram negando qualquer participação no suposto grupo.

O vereador de Curitiba Gustavo da Costa (PP), conhecido como "Perdeu Piá", afirmou desconhecer o canal citado.

"Não tenho Telegram no meu celular faz muito tempo. Só estou em grupos de WhatsApp e nunca vi um vídeo de tortura. Desconheço esse grupo. Acho que houve confusão", declarou.

Já o deputado estadual Tito Barrichello (União Brasil) repudiou a acusação e informou que adotará medidas judiciais contra Renato Freitas.

"A informação publicada pelo deputado Renato Freitas é mentirosa e ele será processado cível e criminalmente. Não participo de grupos ilegais", afirmou em nota.

Barrichello acrescentou que suas redes sociais alcançam milhões de pessoas por mês e que segue milhares de perfis, ressaltando que não apoia qualquer prática de tortura.

Polícia Militar não comenta

Procurada para comentar a denúncia, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou que não irá se manifestar sobre o caso.

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