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Deputada Mabel Canto cobra PRF e concessionária por medidas urgentes para reduzir acidentes na BR-376

Trecho entre São Bento e Alto do Amparo, em Tibagi, soma nove acidentes graves e cinco mortes em 12 meses; parlamentar alerta que problema é conhecido desde 2022 e segue sem solução definitiva

Por Eliane Alexandrino

Deputada Mabel Canto cobra PRF e concessionária por medidas urgentes para reduzir acidentes na BR-376 Créditos: Assessoria

A deputada estadual Mabel Canto (PP) acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para cobrar providências imediatas que ampliem a segurança viária e reduzam o número de acidentes no km 421 da BR-376, entre as localidades de São Bento e Alto do Amparo, em Tibagi (PR). O trecho é considerado crítico e, apenas nos últimos 12 meses, registrou nove acidentes graves e cinco vítimas fatais, segundo levantamento baseado em registros da imprensa local.

O caso mais recente ocorreu no início de 2026, quando uma criança de cinco anos morreu após um veículo sair da pista e atingir a defensa metálica. O episódio reacendeu a cobrança por intervenções estruturais no local, apontado por motoristas e autoridades como perigoso, sobretudo em razão de um retorno implantado em curva, que gera confusão na interpretação do traçado da rodovia.

Em ofício encaminhado à PRF, Mabel Canto defendeu a adoção urgente de medidas técnicas, como a instalação de redutores de velocidade (lombada eletrônica), reforço da sinalização vertical e horizontal, revisão do projeto do retorno e implantação de dispositivos de segurança viária, entre outras soluções recomendadas por estudos especializados. “Os dados evidenciam a gravidade da situação e a urgência de intervenções efetivas”, afirmou.

A deputada lembra que alerta as autoridades desde 2022 sobre os riscos no km 421. Naquele ano, um requerimento apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) solicitou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) providências para o trecho. “Até o momento, nenhuma solução definitiva foi adotada para mitigar os riscos”, cobrou a parlamentar.

Além da PRF, Mabel também enviou, em caráter de urgência, ofício ao diretor-presidente da CCR PRVias, concessionária responsável pelo trecho da BR-376, Keller Rodrigues, solicitando a elaboração de estudo técnico específico para reduzir acidentes no local.

 Acidente com morte expõe falhas estruturais

O acidente que matou a criança de cinco anos ocorreu em 5 de janeiro de 2026. Segundo a PRF, um veículo BMW perdeu o controle ao fazer uma curva à direita, desviou para a esquerda, entrou na faixa de acesso ao retorno e, ao término dessa faixa, colidiu frontalmente com a defensa metálica do canteiro central. O guard-rail penetrou no veículo, atravessou o compartimento do motor, passou pelo painel e atingiu a lateral esquerda da criança, causando ferimentos fatais.

No carro estavam dois adultos, que sofreram ferimentos leves, e o menino, que não resistiu. A PRF informou que o local possui um dispositivo de amortecimento na ponta da defensa metálica, mas não há confirmação se a estrutura estava íntegra, já que outro acidente a teria danificado no ano anterior.

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 Histórico recorrente de acidentes

Levantamentos e registros regionais reforçam que o km 421 da BR-376 é recorrente em acidentes graves, saídas de pista, tombamentos e interdições. Em 4 de agosto de 2025, uma carreta bitrem carregada com etanol tombou e pegou fogo no mesmo trecho, resultando na morte do motorista e na interdição temporária da rodovia devido à intensidade das chamas.

Questionada pela Gazeta do Paraná, a CCR PRVias informou apenas que o trecho “está dentro do mapeamento das atividades previstas no cronograma do período de trabalhos iniciais”, sem confirmar se houve reparos efetivos no local após os acidentes.

Sobre o novo ofício da deputada estadual Mabel Canto, a CCR PRVias, afirmou que

“não recebemos ofício ainda, sendo assim não é possível comentar”, declarou.

A GP também questionou a superintendência da PRF do Paraná  que afirmou não ter recebido o documento ainda.

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 Cobrança no Legislativo

A preocupação também chegou ao âmbito legislativo. O requerimento apresentado por Mabel Canto à Alep, protocolado em junho de 2022, destaca relatos de moradores e usuários da rodovia que apontam o retorno em curva como fator determinante para a confusão dos motoristas, que passam a interpretar o trecho como início de uma terceira faixa, elevando o risco de colisões.

Diante do histórico de mortes e acidentes, a deputada reforça a cobrança por ações concretas e imediatas do DNIT, da PRF e da concessionária. “Não se trata de um problema novo. As ocorrências se repetem, vidas estão sendo perdidas e o poder público precisa agir com responsabilidade e urgência”, concluiu.

 Foto: Assessoria

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