Corbelia  Agosto

Criança de 6 anos é deixada sozinha em carro de aplicativo em Cascavel

Motorista acionou a Guarda Municipal após chegar ao destino e não encontrar ninguém para receber o menino; criança foi encaminhada a um abrigo e o caso está sob investigação

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Criança de 6 anos é deixada sozinha em carro de aplicativo em Cascavel Créditos: Divulgação

Uma criança de 6 anos foi encaminhada para acolhimento institucional em Cascavel, após ser deixada sozinha em um carro de aplicativo na noite da última sexta-feira (21). O motorista acionou a Guarda Municipal depois de chegar ao endereço indicado e não encontrar ninguém para receber o menino.

Segundo o Conselho Tutelar, a criança contou, após ser acolhida, que a mãe a colocou no veículo para que fosse até a casa de uma amiga dela. No entanto, a mulher não estava no endereço.

De acordo com a Guarda Municipal, o motorista aceitou a corrida com destino à região do bairro Brasmadeira. Ao chegar ao local, percebeu que não havia ninguém aguardando a criança. O menino começou a chorar, e o motorista decidiu pedir ajuda aos agentes.

Ainda conforme o relato, o aplicativo não permitiu acessar o histórico da corrida para identificar com precisão o ponto de embarque ou obter outras informações sobre o deslocamento.

Inicialmente, a criança estava assustada e não conseguiu explicar o que havia acontecido. Somente depois de ser encaminhada ao acolhimento ela conversou com os conselheiros e relatou que a mãe havia pedido que fosse até a casa da amiga.

Como a corrida teria começado no bairro Cascavel Velho, o Conselho Tutelar da região Sul foi acionado. A mãe foi identificada, mas, até a última atualização, não havia sido localizada.

O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil. A investigação deverá ser conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria).

A criança permanecia acolhida no abrigo municipal até a última atualização. O acolhimento institucional é uma medida provisória e excepcional prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cabendo à rede de proteção comunicar a situação à Justiça, que acompanha o caso e pode determinar o retorno da criança à família quando houver condições para isso.

A Polícia Civil está investigando o caso e deverá se pronunciar brevemente.

Foto: Divulgação 

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