Chuva extrema em curto intervalo explica transtornos registrados em Curitiba
Bairros tiveram até 19 mm de chuva em apenas 10 minutos, segundo dados do Simepar e da Defesa Civil
Créditos: Pedro Ribas/SECOM
A intensidade da chuva registrada em Curitiba nesta terça-feira (3) está diretamente relacionada ao grande volume de água concentrado em um curto intervalo de tempo. A avaliação considera os dados das estações meteorológicas e o período de duração da precipitação.
De acordo com o Simepar, os bairros Boa Vista e Centro registraram 19 milímetros de chuva em apenas 10 minutos, volume classificado como extremo. Em intervalos igualmente curtos, outros bairros também tiveram acumulados elevados, como Cajuru, com 17 mm; Portão, com 17,4 mm; Santa Felicidade, com 17,6 mm; Cidade Industrial de Curitiba (CIC), com 15 mm; e Alto da XV, com 16,3 mm.
A Defesa Civil de Curitiba acompanha os índices por meio de dez estações meteorológicas espalhadas pela cidade. No período de três horas, a estação do Bigorrilho registrou 55 mm de chuva, o maior volume do dia. Na sequência, a estação do Bairro Novo marcou 50,70 mm, enquanto a estação da Matriz apontou 49,80 mm.
Imagens captadas por radares meteorológicos do Simepar mostram grandes volumes de chuva atravessando a capital. O material registra a movimentação das nuvens entre 17h e 20h. As áreas em vermelho e amarelo indicam regiões com maior concentração de água, responsáveis pelas tempestades mais intensas.
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O meteorologista do Simepar, Lizandro Jacóbsen, explica que o fenômeno está dentro do padrão típico do verão.
“Foi uma terça-feira com características clássicas da estação, com pancadas fortes de chuva e grande incidência de raios. A precipitação foi persistente, principalmente entre 17h e 19h em Curitiba, e, horas depois, avançou para o litoral do Paraná, onde os volumes acumulados foram ainda mais elevados”, afirmou.
O coordenador da Defesa Civil de Curitiba, Nelson Ribeiro, confirmou que as chuvas foram muito intensas e que, mesmo com o sistema de escoamento em funcionamento, os transtornos eram inevitáveis.
“O volume de chuva registrado equivale a cerca de um terço do total previsto para todo o mês de fevereiro. Mesmo assim, graças às ações preventivas e ao atendimento rápido, não houve registro de desalojados ou desabrigados”, destacou.
Atuação rápida das equipes
Diante da intensidade da chuva, o prefeito Eduardo Pimentel determinou a mobilização imediata das equipes municipais. Desde o início do temporal, atuaram de forma integrada a Defesa Social e Trânsito, Defesa Civil, Fundação de Ação Social (FAS), Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Obras Públicas e as administrações regionais.
As ações tiveram como foco o atendimento à população e a redução de danos materiais causados pelas chuvas intensas registradas na capital.
