RESULT
Após bate-boca e saída de defesa, Justiça anula julgamento do caso Gritzbach Créditos: Paulo Pinto/Agência Brasil

Após bate-boca e saída de defesa, Justiça anula julgamento do caso Gritzbach

Desentendimento entre advogados e promotor provocou a dissolução do conselho de sentença nesta segunda-feira (22). Sete testemunhas haviam prestado depoimento; nova data será definida

O julgamento dos três policiais militares acusados de participação no assassinato do empresário Vinícius Gritzbach foi interrompido e anulado nesta segunda-feira (22), após a defesa dos réus abandonar o plenário durante a sessão.

A decisão ocorreu depois de um desentendimento entre os advogados de defesa e o promotor responsável pela acusação. Com a saída da defesa, o conselho de sentença foi dissolvido, o que torna necessária a realização de um novo júri. Ainda não há data definida para o reinício do julgamento.

Com a anulação, todos os atos realizados nesta etapa do processo terão de ser refeitos, incluindo os depoimentos das testemunhas ouvidas ao longo do dia.

Durante a sessão desta segunda-feira, sete testemunhas de acusação prestaram depoimento. A previsão inicial era que o julgamento se estendesse por cinco dias, com a oitiva de 21 testemunhas, sendo nove indicadas pela acusação.

Respondem ao processo o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Os três estão presos preventivamente.

O caso envolve a execução do empresário Vinícius Gritzbach, morto em 8 de novembro de 2024 no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Antes de ser assassinado, Gritzbach era réu em um processo por homicídio e investigado por suposto envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele também havia firmado um acordo de delação premiada com o Ministério Público, no qual apontou integrantes da organização criminosa e acusou policiais de envolvimento em práticas de corrupção.

Além da morte do empresário, os policiais militares também respondem pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local no momento dos disparos. Duas outras pessoas ficaram feridas por estilhaços durante o ataque.

Com a anulação do júri, o processo retorna à fase de preparação para um novo julgamento, que deverá ser marcado pela Justiça em data ainda a ser definida.

Boletim Informativo

Inscreva-se em nossa lista de e-mails para obter as novas atualizações!