Créditos: Guilherme Pupo
Aneel define reajuste da Copel nesta terça; aumento pode passar de 20%
Reunião da agência analisa proposta de revisão tarifária periódica. Se aprovados, os novos valores para mais de 5,3 milhões de consumidores entram em vigor nesta quarta-feira (24)
Os consumidores atendidos pela Copel devem conhecer nesta terça-feira (23) o novo reajuste da tarifa de energia elétrica no Paraná. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza, a partir das 8h, a reunião que vai analisar a proposta de revisão tarifária periódica da distribuidora paranaense.
A expectativa é de que a agência aprove um aumento médio de 20,51% nas tarifas. Caso a proposta seja homologada, os novos valores devem entrar em vigor já nesta quarta-feira (24).
A revisão tarifária periódica é realizada a cada cinco anos e tem como objetivo reavaliar os custos da concessionária, considerando fatores como investimentos, manutenção da rede, despesas operacionais e encargos setoriais definidos pelo governo federal.
A última revisão desse tipo ocorreu em 2021, quando a Aneel autorizou um reajuste médio de 9,89% para os consumidores paranaenses.
Mais recentemente, em junho de 2025, a Copel recebeu um reajuste tarifário anual de 2,02%, percentual que permanece em vigor até a definição da nova revisão.
Quanto a conta de luz pode subir?
Embora o índice médio previsto seja de 20,51%, o reajuste varia de acordo com o perfil do consumidor.
Para os clientes atendidos em alta tensão, grupo que inclui indústrias, grandes empresas, hospitais e shopping centers, a alta prevista é de 21,87%.
Já para os consumidores de baixa tensão, categoria que engloba residências, pequenos comércios, propriedades rurais e iluminação pública, o reajuste projetado é de 19,85%.
Na prática, isso significa que a maioria dos mais de 5,3 milhões de consumidores atendidos pela Copel no Paraná poderá ter aumento próximo de 20% na conta de energia.
Como é calculado o reajuste
A revisão tarifária periódica é conduzida pela Aneel com base em informações financeiras e operacionais encaminhadas pela distribuidora.
Entre os fatores considerados estão os custos de compra de energia, encargos criados por políticas públicas federais, despesas de operação e manutenção da rede elétrica, além dos investimentos realizados para ampliação e modernização do sistema de distribuição.
Também entram nos cálculos os indicadores de eficiência e a remuneração autorizada para a concessionária prestar o serviço.
A Copel atende atualmente mais de 5,3 milhões de unidades consumidoras em todo o Paraná, sendo a maior parte formada por clientes residenciais.
A reportagem procurou a Copel para comentar a proposta de reajuste, mas a companhia informou que só deve se manifestar após a decisão da Aneel.
