Câmara debate atraso e problemas na revitalização da Radial Leste
Mesmo sem inauguração, estrutura da via apresenta problemas e gera críticas de vereadores
Por Julia Maraschi
Créditos: Oeste Expresso
A revitalização da Avenida Radial Leste, em Assis Chateaubriand, voltou ao centro das críticas na Câmara Municipal após atrasos e problemas estruturais. Com previsão de entrega para outubro de 2025, a obra ainda não foi concluída e já precisa de reparos antes mesmo da inauguração.
A revitalização, que teve início ainda na gestão anterior, por volta de 2024, foi planejada como uma obra de mobilidade urbana com alargamento da pista, drenagem contra alagamentos, ciclovia, acessibilidade e nova sinalização, com proposta de modernizar a via e melhorar a mobilidade urbana. O projeto contou com verba inicial de R$1,78 milhão com recursos do Município e Governo do Estado. Mas, mesmo após avançar significativamente, não conseguiu ser concluída dentro do prazo previsto.
Ao longo de 2024, a execução enfrentou dificuldades e atrasos no cronograma. A empresa inicialmente responsável pela obra não cumpriu os prazos estabelecidos, o que levou a prefeitura a adotar medidas administrativas. Com o descumprimento contratual, a obra foi paralisada, impedindo a administração municipal de intervir diretamente enquanto o processo seguia os trâmites legais. A situação gerou notificações e a abertura de um processo punitivo, resultando na necessidade de novos procedimentos legais e na reabertura do processo licitatório.
Esse entrave burocrático fez com que a obra ficasse parada por um período, mesmo já estando em estágio avançado. Em agosto de 2025, a Prefeitura Municipal publicou um informativo divulgando que havia expectativa de que a revitalização fosse entregue em outubro de 2025, o que não se concretizou. Após a condução do processo, o município conseguiu rescindir o contrato com a empresa inicial e precisou realizar uma nova licitação para dar continuidade aos trabalhos, o que resultou na extensão do prazo.
Os problemas chamaram a atenção da população e chegaram à Câmara Municipal, onde vereadores relataram que a obra já apresenta sinais de desgaste e precisa de reparos, mesmo sem ter sido entregue. A situação gerou críticas mais duras, como afirmado pelo vereador Agnaldo Santos Vieira: “É uma questão de chacota mesmo para as pessoas que passam ali e ficam olhando aquela obra tão mal feita”. A revitalização virou motivo de chacota entre moradores, justamente por reunir atraso, falta de conclusão e necessidade de consertos antecipados.
Hoje, a Radial Leste representa um caso típico de obra pública impactada por falhas contratuais e entraves burocráticos. A combinação entre troca de empresa, paralisação, necessidade de revisão do que já foi feito e problemas estruturais acabou prolongando a entrega e ampliando o desgaste político em torno do tema.
Foi cobrado pelos vereadores uma solução definitiva por parte do Executivo, especialmente quanto à conclusão da obra e à correção dos problemas estruturais já identificados. A expectativa é de que, com a nova empresa responsável e o andamento dos trâmites legais já superados, o município consiga avançar na finalização da revitalização.
Créditos: Redação
