A Copa do Mundo agora está completa. Últimas seis vagas foram preenchidas
O Iraque foi o último país a garantir presença no Mundial
Por Luciano Neves
Créditos: Elvis Barunkcic
Estamos em contagem regressiva para a maior Copa do Mundo de todos os tempos. Isso porque, o Mundial de 2026 será o primeiro da história com 48 seleções. No entanto, apenas uma edição teve com as oito campeãs mundiais. Foi no Mundial do Brasil, em 2014. A oitava seleção a levantar uma taça foi a Espanha, quando conquistou o título em 2010. Naquele ano, a Copa teve a presença das sete campeãs até então.
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Uma Copa com as oito campeãs não conseguiu se repetir em 2018 e 2022. Isso porque a tetracampeã Itália sucumbiu na repescagem. E caiu de novo. Ou seja, a gigantesca Itália irá amargar a terceira ausência seguida de uma Copa. A Azzurra foi superada pela Bósnia nas penalidades após empate em 1 a 1 no tempo normal. Aliás, a Itália sofreu mais uma vez com o martírio dos pênaltis. Em 1990, quando sediou a Copa, a seleção italiana era cotada entre as favoritas. Mas perdeu a semifinal para a Argentina, nos pênaltis. Depois, em 1994, chegou na final contra a Seleção Brasileira. E todos nós lembramos bem como foi o desfecho daquela Copa. O tetra do Brasil após o italiano Roberto Baggio isolar uma cobrança na decisão por pênaltis. Quatro anos mais tarde, a Itália até tinha um bom time. Mas caiu nas quartas de final do Mundial da França, em 1998, justamente para a seleção francesa nos pênaltis. O fantasma das penalidades parecia ter sido exorcizado quando a Itália faturou o tetracampeonato nos pênaltis, em 2006. Mas voltou a assombrar a seleção italiana vinte anos depois da conquista do quarto título. Aliás, aquele jogo que ocorreu no dia 09 de julho, na Alemanha, foi o último da Itália com caráter eliminatório. Isso porque, nos Mundiais seguintes, em 2010 e 2014, a Itália não passou da fase de grupos e não avançou para as fases de mata-mata. Foi um prenúncio para a tragédia de ficar fora de três mundiais seguidos.
A Bósnia, algoz da Itália, vai para a segunda Copa. A primeira foi também a última da Itália, em 2014. Aliás, a Bósnia teve uma vitória sobre o Irã naquele mundial. E agora entra no Grupo B, do anfitrião Canadá, de Catar e Suíça. Dá até para sonhar com uma vaga no mata-mata. A estreia será justamente contra o Canadá, no dia 12 de junho.
Iraque
O último classificado para a Copa foi o Iraque, que venceu a Bolívia por 2 a 1, na madrugada desta quarta-feira (1º), e volta para um Mundial depois de 40 anos. E volta para a América do Norte. A única participação iraquiana foi no Mundial de 1986, no México. Na ocasião, perdeu os três jogos, um deles justamente para o México. Agora, o Iraque ingressa no difícil Grupo I, com França, Senegal e Noruega. E a estreia será no dia 16 de junho, contra a Noruega.
RD Congo
A República Democrática do Congo irá para a segunda Copa do Mundo. Foram mais de cinco décadas longe do principal torneio de futebol do planeta. O fato curioso é que, em 1974, ainda se chamava Zaire. E foi adversária do Brasil, sendo superada por 3 a 0. Agora, a República Democrática do Congo, a décima seleção africana na Copa, ingressa no Grupo K com Portugal, Uzbequistão e Colômbia. A estreia será contra Portugal no dia 17 de junho.
Europeias
Além da Bósnia, mais três seleções europeias se garantiram no Mundial de 2026: Turquia, República Tcheca e Suécia. Destas, a Suécia tem mais tradição e irá para a sua 13ª Copa. Aliás, é a seleção que mais cruzou o caminho do Brasil em Mundial com sete jogos. A Suécia chegou três vezes nas semifinais e foi finalista em 1958, sendo derrotada pelo Brasil. A Suécia derrubou outra força do futebol europeu e venceu a Polônia por 3 a 2. Agora, ingressa no Grupo F com Holanda, Japão e Tunísia. A estreia será contra os tunisianos no dia 14 de junho.
Quem também está de volta é a Turquia, que venceu Kosovo por 1 a 0, e vai para a segunda Copa. A primeira foi em 2002, quando chegou nas semifinais e ficou com o terceiro lugar. Assim como a Suécia, que cruzou o caminho do Brasil duas vezes no caminho do tetra, em 1994, a Turquia jogou duas vezes contra a Seleção Brasileira na trajetória do penta, em 2002.
Em 2026, a Turquia ingressa no Grupo D com um dos anfitriões, o time dos Estados Unidos, o Paraguai e a Austrália. A estreia será contra a Austrália no dia 13 de junho.
A República Tcheca também vai para a segunda Copa do Mundo e volta depois de vinte anos. A primeira foi em 2006, na Alemanha, quando não passou da primeira fase. Os tchecos derrubaram a Dinamarca, que tem tradição em Mundiais, e ingressaram no Grupo A do anfitrião México, África do Sul e Coreia do Sul. A primeira partida será no dia 11 de junho contra a Coreia do Sul.
Vale ressaltar que a República Tcheca se originou da divisão política da antiga Tchecoslováquia, em 1993. E a Tchecoslováquia disputou oito Copas do Mundo e foi vice-campeã em duas delas, em 1934 e 1962.
COPA DE 2026
Grupo A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca
Grupo B: Canadá, Bósnia e Herzegovina, Catar e Suíça
Grupo C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia
Grupo D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia
Grupo E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador
Grupo F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia
Grupo G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia
Grupo H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai
Grupo I: França, Senegal, Iraque e Noruega
Grupo J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia
Grupo K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá
Créditos: LUCIANO NEVES
