Veja os 18 senadores que não conseguiram a reeleição em 2026
Dos 32 senadores que buscaram a reeleição, 18 não conseguiram novo mandato; 40 das 54 cadeiras em disputa serão ocupadas por novos nomes
A eleição deste domingo (4) provocou uma forte renovação no Senado Federal. Dos 32 senadores que tentaram permanecer no cargo por mais oito anos, 18 não conseguiram a reeleição. Outros 14 garantiram um novo mandato.
Ao todo, 54 das 81 cadeiras do Senado estavam em disputa nas eleições de 2026. Como o mandato dos senadores dura oito anos e a renovação da Casa ocorre de forma alternada a cada quatro anos, o pleito deste ano definiu dois terços da composição que assumirá em 2027.
Entre os nomes que ficaram de fora estão políticos com longa trajetória no Congresso, como Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Weverton Rocha (PDT-MA).
Veja quem não conseguiu a reeleição
A lista dos senadores que tentaram um novo mandato, mas terminaram fora das duas vagas disponíveis em seus estados ou no Distrito Federal, inclui:
Acre
Sergio Petecão (PSD) terminou em sexto lugar, com 10,38% dos votos válidos.
Alagoas
Renan Calheiros (MDB) ficou em terceiro, com 22,39%. No Senado desde 1995, ele buscava o quinto mandato na Casa.
Amapá
Randolfe Rodrigues (PT) terminou em terceiro, com 18,55%. Atual líder do governo no Congresso, ele buscava o terceiro mandato como senador.
Bahia
Angelo Coronel (Republicanos) ficou em terceiro, com 20,23%. Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) foram eleitos.
Distrito Federal
Leila do Vôlei (PDT) terminou em terceiro lugar, com 21,25%.
Espírito Santo
Fabiano Contarato (PT) ficou em quarto lugar, com 12,94%.
Marcos do Val (Avante) terminou em sexto, com 4,17%.
Goiás
Vanderlan Cardoso (PSD) ficou em quinto lugar, com 9,48%.
Maranhão
Weverton Rocha (PDT) terminou em quarto, com 15,19%.
Eliziane Gama (PT) ficou em quinto, com 9,75%.
Minas Gerais
Carlos Viana (PSD) terminou em terceiro lugar, com 17,47%.
Mato Grosso do Sul
Soraya Thronicke (PSB) ficou em quarto lugar, com 13,07%.
Mato Grosso
Carlos Fávaro (PSD) terminou em quarto, com 11,50%.
Pará
Zequinha Marinho (Podemos) ficou em quarto lugar, com 21,07%.
Piauí
Ciro Nogueira (PP) terminou em terceiro, com 24,68%. Presidente nacional do Progressistas, ele buscava um novo mandato após 16 anos de atuação no Senado.
Rio Grande do Norte
Zenaide Maia (PSD) ficou em terceiro lugar, com 17,47%.
Roraima
Chico Rodrigues (PSB) terminou em quarto, com 13,43%.
Santa Catarina
Esperidião Amin (PP) ficou em terceiro lugar, com 15,31%.
Dos 32 senadores que tentaram permanecer no cargo por mais oito anos, 18 não conseguiram a reeleição
Como funciona o Senado
O Senado é a chamada Câmara Alta do Congresso Nacional. Diferentemente da Câmara dos Deputados, que utiliza o sistema proporcional para definir a distribuição das vagas, os senadores são eleitos pelo sistema majoritário. Os candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal ficam com as cadeiras disponíveis.
Cada estado e o Distrito Federal têm três senadores, totalizando 81 parlamentares. O mandato dura oito anos, mas a composição da Casa é renovada parcialmente a cada quatro anos.
Em uma eleição, dois terços das cadeiras são colocados em disputa. No pleito seguinte, apenas um terço é renovado. Em 2026, portanto, 54 vagas foram definidas.
Os senadores também exercem atribuições específicas dentro do Congresso. Entre elas está a análise das indicações para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades, além das indicações para a Procuradoria-Geral da República e para a diretoria do Banco Central.
O Senado também participa dos processos de impeachment. Cabe aos senadores julgar crimes de responsabilidade atribuídos ao presidente da República e a outras autoridades, depois da autorização da Câmara dos Deputados quando prevista pela Constituição.
40 novos senadores chegam em 2027
A renovação da Casa será ainda maior porque nem todos os ocupantes das 54 cadeiras que estavam em disputa eram candidatos à reeleição.
Segundo os dados apresentados pela Agência Senado, 40 das 54 vagas serão ocupadas por novos nomes, enquanto 14 ficarão com parlamentares que conseguiram renovar o mandato.
A nova composição do Senado começa a valer em 1º de fevereiro de 2027, quando os eleitos tomarão posse para a legislatura de 2027 a 2035.
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