PL sai fortalecido das urnas e terá maior bancada do Senado desde 1988
Partido elege cinco governadores, conquista 19 cadeiras no Senado, bate recorde de votação para deputado federal e leva Flávio Bolsonaro à liderança no primeiro turno presidencial
O Partido Liberal (PL) terminou o primeiro turno das eleições de 2026 como uma das principais forças políticas do país. A legenda elegeu cinco governadores, conquistou 19 das 54 cadeiras do Senado em disputa e garantiu as duas maiores votações individuais para deputado federal. Na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa na liderança e disputará o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O desempenho nas urnas deve provocar uma mudança importante na composição do Congresso Nacional. A partir de 2027, o PL deverá contar com 28 dos 81 senadores e terá a maior bancada da história da Casa no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988.
O número supera o recorde anterior, registrado pelo então PMDB, que começou a legislatura de 1999 com 27 senadores. As 19 cadeiras conquistadas pelo PL nesta eleição também representam um recorde para uma única legenda desde 1988. Até então, o maior número havia sido de 14 senadores, alcançado pelo PMDB em 1994 e 2010 e pelo PFL em 2002.
Na disputa pelos governos estaduais, o PL foi o partido que mais elegeu governadores no primeiro turno, com cinco vitórias. A legenda conquistou os três estados da Região Sul: Sergio Moro foi eleito no Paraná, Jorginho Mello em Santa Catarina e Luciano Zucco no Rio Grande do Sul.
No Norte, o partido venceu em Rondônia, com Marcos Rogério, e em Roraima, com Arthur Henrique. O número de governadores do PL ainda pode aumentar no segundo turno, já que candidatos da legenda continuam na disputa pelos governos do Rio de Janeiro e do Amazonas.
No Senado, o partido também conseguiu eleger duas candidaturas em cinco estados. As chamadas dobradinhas ocorreram no Distrito Federal, com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis; em Mato Grosso do Sul, com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar; no Rio de Janeiro, com Carlos Portinho e Carlos Jordy; em Rondônia, com Dr. Fernando Máximo e Bruno Scheid; e em Santa Catarina, com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.
O avanço do PL também aparece na Câmara dos Deputados. Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, recebeu 3.109.659 votos, enquanto Lucas Pavanato, de São Paulo, teve 3.038.185. Os dois ultrapassaram o recorde anterior de votação nominal para deputado federal, que pertencia a Eduardo Bolsonaro, eleito em São Paulo em 2018 com 1.843.735 votos.
Nikolas já havia sido o deputado federal mais votado do país em 2022, quando recebeu 1.492.047 votos. Em 2026, mais que dobrou a votação. Pavanato, por sua vez, alcançou 12,82% dos votos válidos para deputado federal em São Paulo.
Na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, cerca de dois pontos percentuais à frente de Lula, que teve 45,16%. O candidato do PL foi o mais votado em 14 estados e no Distrito Federal.
Flávio também superou, proporcionalmente, o desempenho de Jair Bolsonaro nos primeiros turnos das eleições presidenciais de 2018 e 2022. A disputa com Lula será definida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O resultado do primeiro turno coloca o PL em uma posição de forte influência para a próxima legislatura. Além da maior bancada do Senado, o partido terá uma presença expressiva na Câmara, cinco governadores já eleitos e um candidato na disputa pelo Palácio do Planalto.
Foto: Divulgação
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