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Brasil confirma 665 casos de mpox e prepara compra de 20 mil doses de vacina

Aquisição busca reforçar o estoque estratégico do SUS; Brasil confirmou 665 casos da doença em 2026

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Vacina Mpox
Vacina Mpox — Crédito: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

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O Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar o estoque estratégico do Sistema Único de Saúde (SUS). A compra será realizada por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em parceria com a entidade.

A medida foi alinhada em reunião na quarta-feira (4) e tem caráter preventivo. Segundo o Ministério da Saúde, a quantidade de doses permitirá recompor os estoques e manter a capacidade de resposta do sistema público, conforme a necessidade identificada pelo monitoramento da doença e pelas ações de prevenção e controle.

O Brasil confirmou 665 casos de mpox em 2026. O número representa uma redução de 94% em relação a 2022, quando o país registrou mais de 10 mil ocorrências. Apesar da queda, a presença de novos casos mantém a necessidade de vigilância epidemiológica e de disponibilidade de vacinas para atender às demandas dos estados.

Quem tem prioridade para receber a vacina

A estratégia de vacinação do Ministério da Saúde prioriza pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico. Esse grupo tem maior risco de desenvolver formas graves da mpox.

O esquema de imunização prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações. A orientação é que as pessoas que fazem parte desse público procurem os Centros de Referência onde já recebem acompanhamento para realizar o cadastro e aguardar o agendamento.

Também podem receber doses remanescentes pessoas vivendo com HIV/aids que tenham contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que trabalham com amostras do vírus da mpox.

Como funciona a vigilância da doença

O acompanhamento dos casos é feito pelo Ministério da Saúde em conjunto com as secretarias estaduais e municipais. O trabalho inclui identificação e notificação de suspeitas, investigação epidemiológica, exames laboratoriais, isolamento de pessoas infectadas e orientação aos contatos.

Quem apresentar sintomas compatíveis com a doença, como lesões ou erupções na pele, deve procurar um serviço de saúde. Durante o atendimento, os profissionais avaliam possíveis situações de exposição e indicam os cuidados necessários. Quando há suspeita, também pode ser feita a coleta de amostras para confirmação em laboratório.

Pessoas que tiveram contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação de mpox também devem buscar atendimento. A avaliação permite verificar o risco de exposição e receber orientações sobre o acompanhamento de possíveis sintomas, como lesões na pele, febre e aumento dos linfonodos.

A vacinação após a exposição é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias depois do contato. A aplicação também pode ocorrer em até 14 dias. Nesse segundo intervalo, a capacidade de evitar a infecção é menor, mas a vacina ainda pode ajudar a reduzir o risco de evolução para formas graves da doença.

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