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Defesa de Marcola questiona investigação que envolve Deolane Bezerra e suposta lavagem de dinheiro

Defesa do apontado chefe do PCC alega irregularidades na Operação Vérnix e contesta provas apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Marcola e Deolane Bezerra
Marcola e Deolane Bezerra — Crédito: Reprodução / Redes Sociais

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A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), questiona a legalidade das investigações da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa. Os advogados alegam que houve irregularidades durante a apuração e afirmam que as provas apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) não são suficientes para responsabilizar os investigados.

O advogado Bruno Ferullo apresentou a resposta à acusação em nome de Marcola e de outros três investigados: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. O documento também pede acesso a elementos da investigação que, segundo a defesa, ainda não foram disponibilizados.

Em nota, os advogados afirmaram que as falhas apontadas teriam começado ainda na fase de investigação e poderiam comprometer a validade de atos do processo. A defesa também solicitou a realização de diligências que considera necessárias para esclarecer os fatos e garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Ferullo informou que aguarda a manifestação do Ministério Público e a análise dos pedidos pela Justiça.

Outro investigado pede prisão domiciliar

A defesa de Everton de Souza, conhecido como Player, também apresentou resposta à acusação e apontou supostas irregularidades na investigação. Ele foi preso durante a Operação Vérnix e, segundo o Ministério Público, atuaria como operador financeiro do grupo criminoso.

O advogado José Albino Neto pediu que a prisão preventiva seja substituída pela domiciliar. O argumento é que Everton está em tratamento contra um câncer e que seu estado de saúde teria piorado depois da entrada no sistema penitenciário.

Em manifestação, a defesa afirmou que a principal preocupação dos familiares e dos advogados é a condição clínica do investigado. O pedido de prisão domiciliar, segundo o advogado, busca garantir a continuidade do tratamento médico.

O que investiga a Operação Vérnix

Deflagrada em maio deste ano, a Operação Vérnix ganhou repercussão nacional por ter entre os alvos a influenciadora Deolane Bezerra, além de Marcola e familiares dele.

De acordo com o Ministério Público, a investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado milhões de reais por meio de empresas de fachada. Uma transportadora sediada na região de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, teria sido utilizada para movimentar recursos ligados ao PCC.

Os investigadores afirmam que parte do dinheiro teria sido transferida para contas relacionadas a Deolane. Entre 2018 e 2021, a influenciadora teria recebido R$ 1.067.505 em depósitos fracionados, prática conhecida como smurfing, utilizada para dificultar a identificação da origem dos valores.

A investigação também aponta que Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, seria um dos elos entre a influenciadora e integrantes da cúpula do PCC.

As acusações são contestadas pelas defesas dos investigados. Os questionamentos apresentados agora serão analisados pela Justiça, após a manifestação do Ministério Público.

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