🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Pref corbelia alto
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Política

Denúncia pede cassação dos vereadores Sadi Kisiel e Cleverson Sibulski em Cascavel

Pedido de cassação cita vereadores de Cascavel por suspeita de omissão na fiscalização de assessores

Repórter Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Denúncia pede cassação dos vereadores Sadi Kisiel e Cleverson Sibulski em Cascavel
— Crédito: Divulgação

Um pedido de cassação protocolado na Câmara Municipal de Cascavel nesta terça-feira (13) aponta possíveis irregularidades envolvendo dois vereadores e dois assessores comissionados, suspeitos de atuar na campanha eleitoral de um candidato a deputado estadual durante a campanha eleitoral, enquanto continuavam recebendo salários do Legislativo. A denúncia foi apresentada pelo advogado Moacir Vozniak, que também solicita a abertura de processos administrativos disciplinares contra os servidores.

Segundo o advogado, a iniciativa surgiu após servidores concursados da Câmara procurarem a equipe responsável pela denúncia e relatarem possíveis irregularidades na atuação de comissionados durante o período eleitoral. A documentação reunida, conforme Vozniak, inclui registros da própria Câmara e informações da prestação de contas da campanha, disponíveis no sistema DivulgaCand.

Os vereadores citados no pedido são Cleverson Sibulski e Sadi Kisiel. A denúncia sustenta que os assessores teriam prestado serviços à campanha sem solicitar férias e, ao mesmo tempo, continuado a receber a remuneração paga pela Câmara Municipal.

SUSPEITA ENVOLVE ATESTADO MÉDICO
Um dos pontos destacados pelo advogado é a situação de um dos assessores, que, segundo os documentos apresentados, teria trabalhado durante 33 dias na campanha eleitoral. Nesse mesmo período, o servidor teria apresentado um atestado médico à Câmara.

O outro assessor também teria atuado na campanha por um período considerado significativo. Para Vozniak, os fatos precisam ser apurados para esclarecer se houve incompatibilidade entre as atividades eleitorais e as funções exercidas no Legislativo.

“Recebi documentos de que essas pessoas prestaram serviço para a campanha eleitoral e também receberam aqui da Câmara. Teve um que trabalhou 33 dias, ele teve um período ali que apresentou um atestado, e aí precisa verificar esse atestado também”, afirmou o advogado.

A denúncia pede a cassação dos mandatos dos dois vereadores, sob o argumento de que teria ocorrido falha na fiscalização dos próprios assessores, além da abertura de procedimento administrativo contra os servidores envolvidos.

As alegações ainda precisam ser analisadas pelos órgãos competentes. O protocolo do pedido não significa que as irregularidades estejam comprovadas nem representa uma decisão sobre a responsabilidade dos citados.

MESA DIRETORA VAI ANALISAR O PEDIDO
O procurador da Câmara de Cascavel, Antonio Carlos Moraes, explicou que a denúncia contra os vereadores será encaminhada à Mesa Diretora, responsável por realizar o juízo de admissibilidade e decidir se o caso deve seguir para a Comissão de Ética e Disciplina.
“Agora, o pedido de cassação contra os vereadores será encaminhado para a Mesa Diretora, que vai fazer o juízo de admissibilidade e eventualmente encaminhar para a Comissão de Ética ou não”, explicou.

Já as denúncias envolvendo os assessores seguem um procedimento diferente, previsto no Estatuto do Servidor Municipal. Caberá à Presidência da Câmara avaliar a abertura de eventual processo administrativo disciplinar.
Segundo o procurador, os prazos e as regras aplicáveis são distintos para vereadores e servidores. No caso dos parlamentares, o procedimento é regido pelo Regimento Interno e pelo Código de Ética e Disciplina da Câmara. Para os assessores, a apuração segue as normas do estatuto funcional.

INVESTIGAÇÃO PODE CONTINUAR MESMO COM EXONERAÇÃO
Questionado sobre a possibilidade de continuidade da apuração caso os assessores sejam exonerados, o procurador afirmou que o desligamento não impede necessariamente a investigação.

Segundo ele, a Câmara poderá apurar eventuais atos ilícitos ou de improbidade e, se forem identificados elementos que justifiquem outras providências, encaminhar as informações às autoridades competentes.

O procurador também esclareceu que a decisão sobre a admissibilidade da denúncia contra os vereadores não cabe exclusivamente ao presidente da Câmara, mas à Mesa Diretora.

CASO AINDA SERÁ ANALISADO
O pedido agora depende da análise inicial da Mesa Diretora. Caso seja considerado admissível, poderá seguir para a instância competente dentro da Câmara, conforme as regras internas.

Em relação aos servidores, a Presidência deverá avaliar se existem elementos para instaurar processo administrativo disciplinar.

Durante eventuais procedimentos, os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo apresentar esclarecimentos e documentos.

A apuração deverá verificar se os assessores efetivamente prestaram serviços à campanha durante o período em que recebiam salários do Legislativo, além de esclarecer as circunstâncias do atestado médico mencionado na denúncia e eventual responsabilidade dos vereadores pela fiscalização das atividades dos comissionados.

 A Gazeta do Paraná entrou em contato com os vereadores citados na reportagem, mas até o fechamento desta edição não tivemos retorno. Mas a Gazeta deixa o espaço para que os parlamentares e assessores possam se pronunciar.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.