Flávio Bolsonaro tem lista preliminar de ministros com representantes do agro e da política
Lista preliminar cita aliados políticos, familiares e representantes do agronegócio; campanha afirma que as conversas são programáticas e que não há definição de cargos antes do segundo turno
Um rascunho com 12 nomes para compor um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) começou a circular em Brasília. A lista inclui aliados políticos, integrantes da família Bolsonaro e representantes do agronegócio e das áreas econômica e administrativa. A composição é preliminar, não representa uma equipe oficial e dependeria de uma eventual vitória eleitoral e das negociações políticas para a formação do governo.
Entre os nomes citados estão Daniella Marques para a Fazenda, Ciro Nogueira (PP) para a Casa Civil, Eduardo Bolsonaro para as Relações Exteriores, Michelle Bolsonaro para uma pasta social ampliada e Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para a Agricultura. O documento também relaciona Deltan Dallagnol para a Justiça e Hamilton Mourão para a Defesa.
LISTA PREVÊ FUSÃO DE MINISTÉRIOS
O rascunho prevê uma reorganização da estrutura ministerial, com a possibilidade de reunir áreas hoje distribuídas em diferentes pastas. Uma das propostas seria criar um ministério de Infraestrutura que concentraria Transportes, Minas e Energia e Cidades.
Outra fusão envolveria Desenvolvimento Social, Mulheres e Direitos Humanos, sob uma pasta de Cidadania e Família, atribuída a Michelle Bolsonaro.
A relação também cita Aldo Rebelo para o Meio Ambiente, Duda Lima para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e Renato Feder para a Educação. Feder foi secretário de Educação do Paraná e de São Paulo.
A eventual redução do número de ministérios foi defendida por Flávio Bolsonaro, que mencionou a possibilidade de diminuir a estrutura federal. O desenho final, porém, ainda não está definido, e as fusões sugeridas no rascunho não representam decisões oficiais.
NOMES DA ECONOMIA E DA SEGURANÇA
Na área econômica, Daniella Marques aparece como possível titular da Fazenda. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, ela também é citada em especulações para uma pasta social. Outros nomes mencionados em levantamentos sobre um eventual governo incluem Adolfo Sachsida, Mansueto Almeida e Roberto Campos Neto, mas não há definição pública de que integrarão a equipe.
Para a área de Segurança Pública, aparecem alternativas como Guilherme Derrite e Ronaldo Caiado. A eventual criação de um ministério próprio para o setor dependeria da estrutura final do governo e da definição de suas atribuições em relação à Justiça.
O rascunho também menciona Alexandre Ywata como possível integrante da equipe econômica e Walter Maciel para uma função ligada a privatizações. As referências não confirmam que esses cargos serão criados ou que os nomes foram convidados.
SAÚDE TEM NOME ANUNCIADO
Entre as áreas citadas, a Saúde tem uma indicação pública feita pelo próprio Flávio Bolsonaro. Em agosto, o candidato anunciou que Cláudio Lottenberg aceitou o convite para assumir o ministério caso ele seja eleito.
A situação é diferente da dos demais nomes que aparecem em listas e especulações, já que a indicação foi divulgada publicamente pelo candidato. Ainda assim, a eventual nomeação dependeria da vitória eleitoral e da formação do governo.
PARANÁ APARECE NA COMPOSIÇÃO
O Paraná está representado no rascunho por Pedro Lupion, ligado à bancada do agronegócio, e Deltan Dallagnol, ex-procurador da República e ex-deputado federal, citado para a Justiça.
A presença dos dois nomes sugere espaço para aliados e representantes de setores considerados estratégicos na articulação política, mas não equivale a uma nomeação confirmada.
A lista também reúne nomes associados ao governo Jair Bolsonaro e à administração de Tarcísio de Freitas em São Paulo. As alternativas divulgadas para algumas pastas mostram, porém, que há concorrência por cargos e divergências sobre a estrutura ministerial.
CAMPANHA NEGA DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS
Segundo informações divulgadas sobre o tema, a campanha de Flávio Bolsonaro afirma que as conversas são programáticas e nega estar distribuindo cargos ou fechando nomes antes do segundo turno.
O rascunho deve, portanto, ser tratado como uma composição preliminar, sujeita a mudanças e negociações. Além de definir os titulares, um eventual governo precisaria detalhar as competências de cada ministério, o orçamento disponível e a estrutura responsável pela execução das políticas públicas.
Até o momento, apenas a indicação de Cláudio Lottenberg para a Saúde foi anunciada publicamente pelo candidato. Os demais nomes e as fusões de ministérios citadas na lista não constituem decisões oficiais.
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