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Flávio Bolsonaro tem lista preliminar de ministros com representantes do agro e da política

Lista preliminar cita aliados políticos, familiares e representantes do agronegócio; campanha afirma que as conversas são programáticas e que não há definição de cargos antes do segundo turno

Repórter Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Flávio Bolsonaro durante live realizada na noite de 1º de outubro, após desistir de participar do debate presidencial da TV Globo
Flávio Bolsonaro durante live realizada na noite de 1º de outubro, após desistir de participar do debate presidencial da TV Globo — Crédito: Divulgação

Um rascunho com 12 nomes para compor um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) começou a circular em Brasília. A lista inclui aliados políticos, integrantes da família Bolsonaro e representantes do agronegócio e das áreas econômica e administrativa. A composição é preliminar, não representa uma equipe oficial e dependeria de uma eventual vitória eleitoral e das negociações políticas para a formação do governo.

Entre os nomes citados estão Daniella Marques para a Fazenda, Ciro Nogueira (PP) para a Casa Civil, Eduardo Bolsonaro para as Relações Exteriores, Michelle Bolsonaro para uma pasta social ampliada e Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para a Agricultura. O documento também relaciona Deltan Dallagnol para a Justiça e Hamilton Mourão para a Defesa.

LISTA PREVÊ FUSÃO DE MINISTÉRIOS
O rascunho prevê uma reorganização da estrutura ministerial, com a possibilidade de reunir áreas hoje distribuídas em diferentes pastas. Uma das propostas seria criar um ministério de Infraestrutura que concentraria Transportes, Minas e Energia e Cidades.

Outra fusão envolveria Desenvolvimento Social, Mulheres e Direitos Humanos, sob uma pasta de Cidadania e Família, atribuída a Michelle Bolsonaro.
A relação também cita Aldo Rebelo para o Meio Ambiente, Duda Lima para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e Renato Feder para a Educação. Feder foi secretário de Educação do Paraná e de São Paulo.
A eventual redução do número de ministérios foi defendida por Flávio Bolsonaro, que mencionou a possibilidade de diminuir a estrutura federal. O desenho final, porém, ainda não está definido, e as fusões sugeridas no rascunho não representam decisões oficiais.

NOMES DA ECONOMIA E DA SEGURANÇA
Na área econômica, Daniella Marques aparece como possível titular da Fazenda. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, ela também é citada em especulações para uma pasta social. Outros nomes mencionados em levantamentos sobre um eventual governo incluem Adolfo Sachsida, Mansueto Almeida e Roberto Campos Neto, mas não há definição pública de que integrarão a equipe.

Para a área de Segurança Pública, aparecem alternativas como Guilherme Derrite e Ronaldo Caiado. A eventual criação de um ministério próprio para o setor dependeria da estrutura final do governo e da definição de suas atribuições em relação à Justiça.

O rascunho também menciona Alexandre Ywata como possível integrante da equipe econômica e Walter Maciel para uma função ligada a privatizações. As referências não confirmam que esses cargos serão criados ou que os nomes foram convidados.

SAÚDE TEM NOME ANUNCIADO
Entre as áreas citadas, a Saúde tem uma indicação pública feita pelo próprio Flávio Bolsonaro. Em agosto, o candidato anunciou que Cláudio Lottenberg aceitou o convite para assumir o ministério caso ele seja eleito.

A situação é diferente da dos demais nomes que aparecem em listas e especulações, já que a indicação foi divulgada publicamente pelo candidato. Ainda assim, a eventual nomeação dependeria da vitória eleitoral e da formação do governo.

PARANÁ APARECE NA COMPOSIÇÃO
O Paraná está representado no rascunho por Pedro Lupion, ligado à bancada do agronegócio, e Deltan Dallagnol, ex-procurador da República e ex-deputado federal, citado para a Justiça.
A presença dos dois nomes sugere espaço para aliados e representantes de setores considerados estratégicos na articulação política, mas não equivale a uma nomeação confirmada.

A lista também reúne nomes associados ao governo Jair Bolsonaro e à administração de Tarcísio de Freitas em São Paulo. As alternativas divulgadas para algumas pastas mostram, porém, que há concorrência por cargos e divergências sobre a estrutura ministerial.

CAMPANHA NEGA DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS
Segundo informações divulgadas sobre o tema, a campanha de Flávio Bolsonaro afirma que as conversas são programáticas e nega estar distribuindo cargos ou fechando nomes antes do segundo turno.

O rascunho deve, portanto, ser tratado como uma composição preliminar, sujeita a mudanças e negociações. Além de definir os titulares, um eventual governo precisaria detalhar as competências de cada ministério, o orçamento disponível e a estrutura responsável pela execução das políticas públicas.

Até o momento, apenas a indicação de Cláudio Lottenberg para a Saúde foi anunciada publicamente pelo candidato. Os demais nomes e as fusões de ministérios citadas na lista não constituem decisões oficiais.

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