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Ex-presidente do Paraguai depõe após impeachment e prisão domiciliar

Santiago Peña foi afastado do cargo em meio à crise provocada pelo colapso da financeira Ueno

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
Santiago Peña
Santiago Peña — Crédito: Fernando Frazão / Agência Brasil

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O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, compareceu ao Ministério Público neste sábado para prestar depoimento aos promotores. A oitiva ocorreu um dia depois de ele ser destituído por meio de um processo de impeachment e colocado em prisão domiciliar, em meio à crise política e financeira provocada pelo colapso da empresa de empréstimos digitais Ueno.

Na sexta-feira, os promotores informaram que ainda definiam as acusações contra Peña. Entre as possíveis suspeitas está a de tráfico de influência.

O afastamento levou o então vice-presidente Pedro Alliana ao comando do país. Integrante histórico do governista Partido Colorado, ele tomou posse na sexta-feira para concluir o mandato de Peña, que terminaria em agosto de 2028.

Os parlamentares favoráveis ao impeachment acusaram o ex-presidente de conflito de interesses, interferência na fiscalização do setor financeiro e participação em uma tentativa de encobrir responsabilidades institucionais envolvendo o Banco Central.

Peña foi acionista da holding da Ueno até março de 2025. Ele negou ter cometido irregularidades e sustentou que os problemas da instituição deveriam ser tratados como uma questão regulatória.

Crise financeira

O colapso da Ueno deixou milhões de clientes com dificuldades para movimentar ou acessar o dinheiro mantido em suas contas. A situação provocou protestos em Assunção e ampliou a pressão sobre o governo paraguaio.

O escândalo também atingiu altos funcionários públicos e ex-executivos da empresa. Diante da crise, os órgãos reguladores passaram a adotar medidas para tranquilizar os depositantes e evitar que os problemas da instituição comprometam o restante do sistema financeiro.

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