Vereador de Guaraqueçaba sofre tentativa de homicídio e fica com 75% do corpo queimado
O ataque ocorreu dentro de um estabelecimento comercial na Ilha das Peças; o suspeito foi preso e a motivação ainda é desconhecida.
Por Julia Maraschi
Créditos: Divulgação/PCPR
Na tarde deste domingo (26), um homem ateou fogo no vereador João Luiz Pinheiro Francisco (PSDB), em Guaraqueçaba, no litoral do Paraná. A vítima teve 75% do corpo queimado e está em estado grave no hospital.
O crime aconteceu na Ilha das Peças, dentro do estabelecimento comercial de João Luiz. No momento do ocorrido, ele estava atendendo um cliente quando o suspeito, de 49 anos, chegou ao local com um pequeno galão, que aparentava ser de produto de limpeza, mas continha gasolina. O conteúdo foi despejado na vítima e, logo em seguida, o agressor ateou fogo.
Após ser preso em flagrante pela Polícia Militar do Paraná (PMPR), a prisão preventiva foi decretada pela Justiça. Na primeira versão apresentada durante o interrogatório, o investigado afirmou que a motivação do crime estaria relacionada a um suposto ato praticado pela vítima contra sua filha, porém essa versão foi descartada pela polícia.
Segundo a PCPR, a real motivação do crime está ligada a um conflito envolvendo o uso de uma embarcação.
“O barco era deixado de forma irregular na faixa de areia, gerando reclamações de moradores e a atuação da vítima, na condição de vereador, para intermediar a situação”, informou o delegado de polícia Emmanuel Lucas Moura.
Testemunhas também relataram que o investigado já demonstrava insatisfação e foi visto circulando repetidas vezes nas proximidades no dia do crime.
De acordo com o genro do vereador, a vítima tentou apagar as chamas rolando na areia. Moradores prestaram socorro e o transportaram até o trapiche na região central de Paranaguá, de onde foi encaminhado ao Hospital Regional do Litoral.
Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito apresentava sinais de embriaguez. Ele foi indiciado por homicídio qualificado na forma tentada, com agravantes de motivação fútil e uso de meio cruel, o que dificultou a defesa da vítima. O caso foi encaminhado ao Ministério Público.
Créditos: Redação
