Vereador critica terceirizações e aponta falhas em obras e merenda escolar em Ponta Grossa
Guilherme Mazer denunciou problemas estruturais em escolas reformadas, criticou a falta de reajustes para trabalhadores terceirizados e cobrou respostas da Prefeitura
Por Valéria Mendes
Créditos: Prefeitura de Ponta Grossa
Na sessão desta quarta-feira (8), o vereador Guilherme Mazer criticou as terceirizações na rede pública de educação de Ponta Grossa. Durante o pronunciamento, ele relatou problemas estruturais em escolas que passaram por reformas, obras inacabadas e a falta de reajustes salariais para servidores.
Segundo o parlamentar, unidades da rede municipal, principalmente a Escola Municipal Aristeu Costa Pinto, que passou recentemente por uma reforma executada pela empresa Talento e Arte, apresentam problemas estruturais. "A Aristeu foi recém-reformada pela mesma empresa responsável pela Escola Fulton, que até hoje não foi entregue. Cada vez mais há terceirização para manutenção, mas o serviço não é mais ágil e ainda custa mais caro", afirmou.
O vereador também criticou a ausência de reajustes salariais e afirmou que empresas contratadas enfrentam dificuldades para contratar mão de obra para o serviço de alimentação escolar, devido à redução dos benefícios oferecidos. Segundo Mazer, as merendeiras recebiam R$800 em vale-alimentação, mas passarão a receber apenas R$200.
Recentemente, houve denúncias de atraso no pagamento de merendeiras contratadas pela empresa Ômega. A Gazeta do Paraná fez uma série de reportagens sobre o caso e apurou que a companhia também é alvo de investigações por suposto superfaturamento em licitações de kits de alimentação destinados a creches e escolas, especialmente no estado de São Paulo.
A gestão de Ponta Grossa tem sido alvo de críticas da oposição em relação às terceirizações e às denúncias de serviços considerados precários na rede municipal de educação. Os vereadores aguardam um posicionamento do Executivo sobre os questionamentos apresentados e sobre a implementação da nova fase da rede.
Créditos: Redação
