Trump mira Brasil como próximo desafio político na América Latina
Segundo a publicação, Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil são os quatro principais focos de atenção da política externa norte-americana na região
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Reuters
Um artigo recentemente republicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aponta o Brasil como o próximo grande desafio político da estratégia americana para a América Latina. O texto afirma que, após avanços de forças conservadoras em outros países da região, a eleição presidencial brasileira poderá representar a disputa política mais relevante do hemisfério nos próximos anos.
Segundo a publicação, Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil são os quatro principais focos de atenção da política externa norte-americana na região. O artigo destaca que o Brasil, por ser a maior economia e potência política da América Latina, terá papel decisivo na configuração do cenário político continental.
O autor sustenta que uma eventual mudança de orientação política no Brasil teria impacto significativo sobre o mapa ideológico latino-americano. O texto também menciona a mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em torno do senador Flávio Bolsonaro, em oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A visão apresentada pelo artigo dialoga com um documento divulgado pela Casa Branca em dezembro de 2025, que propõe a aplicação de um chamado “Corolário Trump” à histórica Doutrina Monroe.
Criada em 1823, a Doutrina Monroe defendia o princípio de que a influência europeia deveria ser limitada nas Américas. Agora, segundo o documento do governo americano, os Estados Unidos pretendem reforçar sua presença estratégica no continente, ampliando o acesso a áreas consideradas relevantes para a segurança nacional e buscando reduzir a participação de empresas estrangeiras em projetos de infraestrutura na região.
O texto oficial afirma que Washington pretende reafirmar e aplicar a Doutrina Monroe para restaurar a influência dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental, fortalecendo sua posição geopolítica diante da crescente disputa por influência econômica e estratégica na América Latina.
