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Trump chama conflito com Irã de “insignificante” após morte de 18 militares Créditos: Divulgação/Redes Sociais

Trump chama conflito com Irã de “insignificante” após morte de 18 militares

Presidente dos EUA defendeu JD Vance por evitar o termo “guerra” e afirmou que confronto com o Irã é pequeno para os americanos, apesar das mortes e dos US$ 37,5 bilhões em custos

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou na sexta-feira (4) o conflito com o Irã como “insignificante” ao defender o vice-presidente JD Vance, que havia afirmado um dia antes que os meses de confrontos entre os dois países não deveriam ser chamados de “guerra”.

Trump usou a expressão em inglês “small potatoes”, usada para indicar algo de pouca importância ou de pequena dimensão.

Questionado no Salão Oval sobre a declaração de Vance, Trump afirmou que os ataques americanos ao Irã agora ocorrem de forma “intermitente” e que muitas pessoas não consideram a situação uma guerra.

“Eu entendo o que ele está dizendo”, afirmou Trump. Em seguida, completou: “Eu chamo isso de conflito militar porque é insignificante (‘small potatoes’) para nós. Não é nada demais”.

O confronto, no entanto, já custou mais de US$ 37,5 bilhões aos contribuintes americanos e deixou 18 militares dos Estados Unidos mortos.

Vance evita chamar confronto de guerra

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca na quinta-feira (3), JD Vance rejeitou o uso da palavra “guerra” para definir os confrontos entre Estados Unidos e Irã.

O vice-presidente também evitou prever quando o conflito, que já dura seis meses, poderá terminar. A questão ganhou importância política porque os Estados Unidos terão eleições de meio de mandato em 3 de novembro, quando os republicanos tentarão manter suas estreitas maiorias no Congresso.

“Eu não chamaria isso de guerra”, disse Vance ao ser questionado se os confrontos poderiam terminar antes das eleições. “No momento, não há nenhum tiroteio em andamento.”

A declaração ocorreu um dia depois de o Irã atacar o Kuwait, aliado dos Estados Unidos no Golfo. O ataque foi uma resposta a uma série de ofensivas americanas contra o território iraniano realizadas no início da semana.

Trump compara mortes com outros conflitos

Em uma entrevista coletiva na sexta-feira (4), Trump voltou a argumentar que o número de militares americanos mortos no conflito com o Irã é relativamente baixo quando comparado com outras guerras recentes dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos e Israel realizaram ataques aéreos contra o Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Até o momento, segundo o relato apresentado por Trump, tropas americanas não foram enviadas para o território iraniano.

Trump também citou uma operação realizada na Venezuela em janeiro, na qual os Estados Unidos prenderam o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e o levaram para Nova York para responder a acusações federais relacionadas ao tráfico de drogas.

“Nós fizemos a operação na Venezuela e fizemos isso. Na Venezuela, não perdemos ninguém”, disse o presidente. “E nisso (no Irã), perdemos 18 pessoas. E no Vietnã, perdemos 100 mil pessoas. E em outros conflitos, perdemos dezenas de milhares de pessoas.”

Os registros dos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos apontam que 58.220 integrantes das Forças Armadas americanas morreram durante a Guerra do Vietnã.

Trump diz que programa nuclear iraniano foi desmantelado

Questionado por um repórter sobre como poderia classificar o conflito como “insignificante” diante da morte de 18 militares americanos, Trump repetiu o argumento de que a ofensiva atingiu o programa nuclear do Irã.

Segundo o presidente, o conflito resultou no desmantelamento do programa nuclear iraniano. Trump havia afirmado no início da guerra que os confrontos durariam apenas algumas semanas.

“O Irã não terá armas nucleares porque, se tivesse, vocês provavelmente não estariam aqui”, afirmou Trump.

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