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Sucessão no Paraná expõe disputa interna e resistência a Guto Silva, diz comentarista da Rádio Massa

Em análise de bastidores, Cantini afirma que governador Ratinho Júnior tenta equilibrar três nomes fortes, enquanto classe política demonstra “não aceitação” ao nome de Guto Silva

Por Gazeta do Paraná

Sucessão no Paraná expõe disputa interna e resistência a Guto Silva, diz comentarista da Rádio Massa Créditos: Reprodução

A sucessão ao governo do Paraná já movimenta os bastidores políticos e expõe disputas internas no grupo do governador Ratinho Júnior. Em comentário veiculado pela Rádio Massa de Cascavel, o radialista Cantini apontou que o cenário é considerado “favorável” ao governador, mas condicionado à habilidade de articulação para manter unida uma chapa com nomes de peso.

“Que situação boa que está o governador Ratinho Júnior. Eu digo boa, porque ele tem três grandes nomes”, afirmou. Segundo ele, além de Alexandre Curi, Guto Silva e Rafael Greca, até o prefeito de Curitiba aparece no radar político, ainda que, conforme relatado, não haja intenção de renúncia ao cargo neste momento.

Na avaliação do comentarista, a construção de uma chapa com esses nomes aumentaria significativamente as chances eleitorais do grupo governista. “Se o governador tem a habilidade para isso, conseguir manter Alexandre Curi, Guto Silva e Rafael Greca numa mesma chapa, eu digo aos senhores que a chance de vitória é muito real, praticamente certa”, disse.

Cantini também revelou detalhes de conversas recentes envolvendo o governador. De acordo com ele, Ratinho Júnior e Alexandre Curi teriam dialogado durante uma viagem oficial ao interior do estado. “A conversa foi boa e marcaram para o retorno, agora, quinta-feira, para uma definição de como vai ficar o quadro sucessório aqui no estado do Paraná”, afirmou.

Apesar do cenário aparentemente favorável, o comentarista destacou resistências dentro da própria classe política, especialmente em relação ao nome de Guto Silva. “Há uma não aceitação, não vou dizer rejeição, uma não aceitação ao nome do interiorano Guto Silva para o governo do estado do Paraná”, declarou.

Segundo ele, embora haja reconhecimento da capacidade técnica do secretário, faltaria articulação política. “Todo mundo sabe que ele é o mais preparado. […] Mas ele esqueceu de fazer o dever de casa. Ele não conquistou os partidos. Ele não conquistou a classe política”, afirmou.

Ainda de acordo com o relato, a dificuldade de apoio partidário se estenderia também a lideranças nacionais. Cantini mencionou que Guto Silva não teria conseguido estabelecer pontes com o senador Sérgio Moro, o que poderia impactar alianças futuras. “Sérgio Moro não tem partido. […] A federação, não sendo Guto, sendo Alexandre e Rafael, estará junto”, disse, atribuindo a avaliação ao deputado Ricardo Barros.

Diante desse cenário, o comentarista apontou que o principal desafio do governador será conduzir uma conciliação interna que evite rupturas. “O governador tem essa grande missão, em ele fazer uma conciliação política entre esses três nomes. Não deixando Greca sair, nem Alexandre, e Guto tendo a complacência política de uma composição numa chapa majoritária, mesmo não sendo ele”, afirmou.

A análise indica que, embora o grupo governista concentre nomes competitivos, a definição da candidatura dependerá diretamente da capacidade de articulação e acomodação de interesses — um movimento que, segundo Cantini, é aguardado pela classe política paranaense.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp