Créditos: Jose Fernando Ogura/AEN
Paraná é o 3º estado com maior potência de energia solar no Brasil, aponta Absolar
Estado alcança 4,2 GW de potência instalada em residências e empresas, atrás apenas de SP e MG; setor nacional, porém, enfrenta gargalos na conexão à rede e queda de investimentos em 2025
A geração de energia solar segue em expansão no Brasil, com presença em usinas de grande porte e sistemas instalados em residências, comércios e propriedades rurais em mais de 5 mil municípios. No caso da geração distribuída, o Paraná ocupa a terceira posição no ranking nacional, com 4,2 gigawatts (GW) de potência instalada.
Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica e colocam o estado atrás de São Paulo, com 6,5 GW, e de Minas Gerais, com 5,8 GW.
Ranking da geração distribuída
São Paulo: 6,5 GW
Minas Gerais: 5,8 GW
Paraná: 4,2 GW
Já na geração centralizada, que envolve grandes usinas solares, Minas Gerais lidera com 8,6 GW, seguido pela Bahia, com 2,9 GW, e pelo Piauí, com 2,4 GW.
Investimentos e impacto econômico
No cenário nacional, os investimentos acumulados em energia solar já ultrapassam R$ 300 bilhões, considerando tanto grandes empreendimentos quanto sistemas de geração própria.
O setor também registra impacto relevante na economia. Nos últimos dez anos, foram gerados mais de 2 milhões de empregos, com arrecadação pública de R$ 95,9 bilhões.
Atualmente, a capacidade instalada chega a 68,6 GW em operação, e a fonte solar já representa 25,3% da matriz elétrica brasileira, sendo a segunda maior do país.
Desaceleração recente
Apesar do avanço ao longo da última década, o setor enfrenta um período de desaceleração. Dados apontam queda no ritmo de novos projetos ao longo do último ano.
Entre os fatores que explicam esse cenário estão restrições na geração de energia excedente por usinas renováveis, sem compensação financeira aos produtores, além de dificuldades na conexão de pequenos sistemas à rede elétrica.
Em 2025, a potência adicionada à matriz caiu 25,6% em relação ao ano anterior, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW.
Principais números do setor
Investimentos acumulados: mais de R$ 300 bilhões
Empregos gerados: mais de 2 milhões na última década
Capacidade instalada: 68,6 GW
Arrecadação pública: R$ 95,9 bilhões
Participação na matriz elétrica: 25,3%
