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Paraná decreta emergência hídrica e proíbe lavar calçadas e carros com água tratada
Decisão válida por 180 dias proíbe lavagem de pátios, veículos e enchimento de piscinas; Sanepar monitora 291 pontos de captação e alerta para baixos níveis em reservatórios como Iraí e Passaúna
O Governo do Paraná decretou nesta sexta-feira (1º) situação de emergência hídrica em todo o estado. A decisão foi tomada diante da estiagem prolongada, que tem reduzido os níveis dos rios e comprometido o abastecimento de água.
Com o decreto, fica proibido o uso de água tratada para atividades consideradas não essenciais, como lavagem de calçadas, pátios e veículos, irrigação de jardins e gramados, além do enchimento de piscinas e outras práticas de alto consumo.
A medida terá validade inicial de seis meses. Durante esse período, a Sanepar e demais concessionárias estão autorizadas a adotar ações para garantir o fornecimento de água.
Entre as possibilidades estão a implementação de rodízios no abastecimento, intensificação do monitoramento dos sistemas e campanhas para redução do consumo.
Níveis de reservatórios e situação dos mananciais
Dados divulgados pela Sanepar indicam que, nesta sexta-feira (1º), os reservatórios apresentam níveis abaixo da capacidade total. O reservatório Iraí opera com 63%, o Passaúna com 74,8%, o Piraquara I com 88,1% e o Piraquara II com 71,9%. Já o sistema integrado de abastecimento de Curitiba registra 74,3%.
O governo estadual também informou que 69% dos 291 pontos de captação de água estão operando fora da normalidade. Desse total, 52,58% estão em condição de rio baixo e 16,49% em situação de estiagem.
Previsão indica agravamento
A previsão meteorológica para o mês de maio aponta baixo volume de chuvas e temperaturas acima da média, cenário que pode agravar ainda mais a crise hídrica no estado.
Diante desse quadro, as autoridades reforçam a necessidade de uso consciente da água e de atenção às medidas restritivas.
