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Aumento da gasolina? Petrobras pode reajustar preços, mas imposto menor deve travar valor nas bombas Créditos: José Cruz/Agência Brasi

Aumento da gasolina? Petrobras pode reajustar preços, mas imposto menor deve travar valor nas bombas

Presidente da estatal afirma que desoneração de tributos federais pode abrir espaço para ajustes internos sem pesar no bolso do motorista; estratégia é similar à usada no diesel

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia pode rever os preços da gasolina nas refinarias caso avance no Congresso uma proposta do governo federal que prevê a redução de tributos sobre combustíveis.

De acordo com a executiva, uma eventual elevação nos preços praticados pela estatal não necessariamente se refletiria nas bombas. A avaliação é de que a diminuição de impostos federais poderia compensar o reajuste, mantendo o valor final ao consumidor em níveis estáveis, estratégia semelhante à adotada anteriormente no caso do diesel.

No modelo atual, o preço dos combustíveis não depende apenas do valor definido pela Petrobras, mas também de uma série de componentes, como tributos federais e custos logísticos. A proposta em discussão pelo governo busca justamente utilizar receitas adicionais, impulsionadas pela alta internacional do petróleo, para reduzir encargos como PIS e Cofins.

Segundo Chambriard, a eventual desoneração abriria espaço para ajustes internos de preços sem impacto direto ao consumidor final, ao mesmo tempo em que poderia melhorar a margem da companhia. Ainda assim, ela ressaltou que a empresa não pretende repassar ao mercado doméstico as oscilações decorrentes do cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas.

A presidente também destacou que, no momento, não há pressão imediata para reajustes na gasolina, já que o Brasil possui produção suficiente para atender boa parte da demanda interna, reduzindo a dependência de importações. Esse cenário tende a amortecer os efeitos das variações do preço do petróleo no mercado local.

Por outro lado, o país ainda depende em maior escala da importação de diesel. Já no segmento de combustíveis utilizados em veículos leves, a presença do etanol contribui para equilibrar o abastecimento, seja na forma hidratada, utilizada diretamente, ou anidra, misturada à gasolina.

Os combustíveis do chamado ciclo Otto que incluem gasolina e etanol são utilizados em motores de ignição por faísca, comuns em veículos flex, e compõem a maior parte da frota leve em circulação no país.

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