Sangue novo na Alep? Bia Alcântara confirma pré-candidatura e defende renovação política no Paraná
Vereadora de Cascavel afirma que disputará uma vaga na Alep pelo PT com foco em educação, direitos das mulheres, fortalecimento dos serviços públicos e representatividade do Oeste do Estado
Créditos: Cid Pieniak - Papinha
A vereadora de Cascavel Bia Alcântara (PT) confirmou que colocará seu nome à disposição do partido para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nas eleições de 2026. Em entrevista ao podcast GCast, da Gazeta do Paraná, a parlamentar afirmou que a decisão faz parte de um projeto coletivo do Partido dos Trabalhadores e defendeu a renovação política, o fortalecimento da representatividade feminina e maior espaço para lideranças do Oeste paranaense.
Única mulher na Câmara Municipal de Cascavel e também a única vereadora de oposição, Bia fez um balanço positivo do mandato e afirmou que, mesmo diante das dificuldades para aprovar projetos, considera essencial manter a fiscalização do Poder Executivo e apresentar propostas voltadas às demandas da população.
Segundo ela, a candidatura à Alep busca ampliar a presença da região Oeste nas discussões estaduais e levar para o Parlamento pautas relacionadas à educação pública, saúde, direitos das mulheres, juventude, diversidade e fortalecimento dos serviços públicos.
Durante a entrevista, a vereadora fez duras críticas ao processo de privatização da Copel, conduzido pelo governo do Estado. Para Bia, a mudança na gestão da companhia resultou na piora da qualidade dos serviços prestados à população.
"Não é possível desvincular a diminuição da qualidade do serviço da Copel e o aumento da conta de luz do fato de a empresa ter sido privatizada. Quando uma empresa deixa de ser pública, ela passa a atender ao interesse privado, que é o lucro. Isso significa reduzir trabalhadores, cortar custos e, no fim, quem sofre é a população, que espera horas ou até dias para ter a energia restabelecida, principalmente na área rural."
A parlamentar também criticou a intenção do governo estadual de avançar com a privatização da Celepar e classificou como preocupante a transferência de empresas públicas estratégicas para a iniciativa privada.
Na avaliação da vereadora, a gestão do governador Ratinho Junior seguiu uma linha voltada à redução da participação do Estado em setores considerados essenciais.
"O Ratinho Junior está entregando exatamente aquilo que prometeu. Sempre defendeu esse modelo de governo e, ao assumir o Estado, passou a vender empresas públicas e a beneficiar grandes grupos privados. A Copel, a Celepar e até a terceirização das escolas fazem parte desse mesmo projeto de governo."
Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, Bia declarou apoio ao ex-governador Roberto Requião Filho na disputa pelo Governo do Paraná e afirmou que o Estado precisa retomar investimentos em políticas públicas voltadas à educação, saúde e desenvolvimento regional. Ela também reiterou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando programas sociais e investimentos em educação como prioridades do governo federal.
A vereadora encerrou a entrevista afirmando que pretende construir sua pré-campanha em diálogo com a população e que, caso seja eleita deputada estadual, trabalhará para ampliar a participação feminina na política, fortalecer a educação pública e defender os interesses da região Oeste na Assembleia Legislativa do Paraná.
VEJA A ENTREVISTA COMPLETA NO YOUTUBE DA GAZETA DO PARANÁ:
BIA ALCANTARA ÚNICA VEREADORA MULHER EM CASCAVEL VAI BUSCAR UMA VAGA NA ALEP
Balanço do primeiro semestre
A vereadora Bia Alcântara classificou como positivo o primeiro semestre de 2026 na Câmara Municipal de Cascavel, apesar de ser a única mulher e a única representante da oposição no Legislativo. Segundo ela, o mandato conseguiu apresentar projetos, promover debates e exercer a fiscalização do Executivo, mesmo diante das dificuldades impostas pela composição da Casa.
Bia afirmou que a principal missão tem sido dar voz a grupos que, segundo ela, têm pouca representatividade no Legislativo, especialmente mulheres, trabalhadores, jovens e movimentos sociais.
"Pensando que a gente está numa cidade que elegeu só uma mulher e numa região que nunca elegeu uma deputada estadual, considero que conseguimos avançar bastante com o nosso mandato."
A parlamentar também criticou a ampla base de apoio do prefeito na Câmara e disse que a falta de respostas a requerimentos prejudica o trabalho de fiscalização dos vereadores.
"Nós temos o dever de fiscalizar, mas quando o município não entrega as informações que solicitamos, fica muito difícil exercer esse papel de forma completa."
Foto: Cid Pieniak - Papinha
