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Fila da neuropediatria e falta de transparência no CimSaúde dominam debate na Câmara de Ponta Grossa

Parlamentares questionaram a distribuição de consultas especializadas pelo consórcio, cobraram mais transparência na aplicação dos recursos da saúde e denunciaram problemas no atendimento da rede pública

Por Valéria Mendes

Fila da neuropediatria e falta de transparência no CimSaúde dominam debate na Câmara de Ponta Grossa Créditos: DCmais

Na sessão desta quarta-feira (15), a vereadora Enfermeira Marisleidy (DEMOCRATA) afirmou que quase 2 mil crianças aguardam atendimento em neuropediatria em Ponta Grossa. A rede pública de saúde foi um dos principais temas do debate, com vereadores apontando problemas relacionados à falta de informações sobre filas de consultas especializadas, unidades de saúde sem energia elétrica e demora no atendimento do Samu.

A parlamentar ressaltou que não é contra o Consórcio CimSaúde, responsável pela oferta de consultas especializadas na rede pública, mas criticou a demora nos atendimentos e a extensão das filas. Segundo Marisleidy, os agendamentos ocorrem por meio de um sistema on-line, no qual, ao fim de cada mês, os municípios que integram o consórcio disputam as vagas disponibilizadas.

De acordo com a vereadora, em uma oferta recente de 500 consultas, Ponta Grossa teria conseguido apenas dez atendimentos. Ela questionou os critérios de distribuição e defendeu maior transparência sobre o funcionamento do sistema.

Marisleidy também comentou o projeto que prevê o aumento da contribuição ao consórcio, dos atuais R$2,80 para até R$10 por habitante. O valor será repassado ao CimSaúde. Embora a maioria dos vereadores tenha se manifestado favoravelmente à proposta, os parlamentares cobraram informações sobre a eficiência dos atendimentos e sobre o retorno dos recursos para Ponta Grossa.

Durante o debate, o vereador Guilherme Mazer afirmou que há cinco anos cobra um fluxo mais claro sobre as responsabilidades do Município, do Estado, da União e do consórcio no atendimento aos pacientes.

Além disso, Marisleidy denunciou que os motoristas responsáveis pelo Transporte Fora do Domicílio estão há três meses sem receber diárias. Segundo ela, os servidores precisam levar comida de casa ou pagar as próprias refeições durante viagens que podem durar entre oito e 12 horas. A vereadora também relatou problemas estruturais em unidades de saúde, incluindo falta de energia elétrica. Conforme a parlamentar, algumas situações demoraram meses para serem resolvidas.

A vereadora deixou claro que apoia a ampliação de investimento para área da saúde, mas questionou o planejamento do serviço. “Não sou contra, em nenhum momento, injetar mais dinheiro para consulta. A população precisa de consulta. Temos gente há cinco anos na fila, dois anos na fila, esperando consulta. Mas precisamos de organização, planejamento e indicadores. Quanto o Estado está injetando dinheiro no consórcio? Em contrapartida, quanto o município está injetando? E desse dinheiro, quanto está sendo beneficiado Ponta Grossa?”, afirmou. 

 

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp