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Romanelli diz que pressão levou à suspensão de multas do free flow e cobra solução definitiva

Deputado afirma que falhas no sistema penalizaram motoristas e defende ajustes estruturais antes da retomada das cobranças

Por Eliane Alexandrino

Romanelli diz que pressão levou à suspensão de multas do free flow e cobra solução definitiva Créditos: EPR Iguaçu

O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSD) afirmou que a suspensão das multas por evasão de pedágio no sistema free flow é resultado da pressão exercida por usuários e lideranças políticas. A medida foi anunciada pelo Ministério dos Transportes.

Segundo o parlamentar, a decisão reconhece falhas no modelo adotado nas rodovias do Paraná. “O Ministério dos Transportes finalmente reconheceu que precisava suspender as multas e os pontos na CNH para quem não conseguiu pagar o pedágio eletrônico”, declarou.

O sistema começou a operar no início do ano em trechos das regiões Norte, Noroeste e Sudoeste do Estado. Para Romanelli, os problemas vão além do comportamento dos motoristas. “O problema nunca foi o usuário, mas sim um sistema com falhas de sinalização e tecnologia que acabou transformando cidadãos em infratores”, afirmou.

De acordo com o deputado, a suspensão das penalidades — consideradas infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação — é uma medida necessária, embora tardia. Ele citou o volume de ocorrências como indicativo de falhas estruturais no modelo. “Quando temos mais de 3,6 milhões de registros, o erro não é individual, é do sistema”, avaliou.

Apesar da decisão, Romanelli defende cautela e continuidade da mobilização. “Essa suspensão não pode ser apenas uma jogada política. Precisamos de um pedágio moderno, por quilômetro rodado e com respeito ao usuário”, disse.

O governo federal justificou a medida como necessária para permitir ajustes técnicos no sistema de cobrança eletrônica, buscando uma transição mais eficiente ao modelo de livre passagem.

Romanelli, no entanto, alerta para o risco de a suspensão ser temporária. “O país se aproxima de um novo ciclo eleitoral, e seria inaceitável que o rigor das multas retornasse após as eleições, como se nada tivesse acontecido”, concluiu.

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