Paciente com câncer denuncia abandono após ambulância ir embora e deixá-lo sem transporte em Cascavel
Morador de Assis Chateaubriand afirma que já foi deixado para trás quatro vezes após sessões de quimioterapia na Uopeccan; caso amplia pressão sobre a saúde pública do município
Por Gazeta do Paraná
Créditos: CGN
As denúncias envolvendo a saúde pública de Assis Chateaubriand ganharam um novo capítulo nesta semana após um paciente oncológico afirmar ter sido deixado sem transporte pela ambulância da Prefeitura durante tratamento em Cascavel. O caso provocou indignação nas redes sociais e voltou a levantar questionamentos sobre a estrutura oferecida pelo município para pacientes que dependem de deslocamentos para tratamentos de alta complexidade.
O paciente, identificado como Ueile Zinum, relatou que ficou “esquecido” na Uopeccan após passar por uma sessão de quimioterapia. Debilitado pelo tratamento, ele gravou um vídeo em frente à unidade hospitalar afirmando que a ambulância responsável pelo retorno a Assis Chateaubriand havia ido embora antes do término do atendimento.
Segundo o relato publicado pela CGN, esta não teria sido uma situação isolada. O paciente afirma que o problema ocorreu pelo menos quatro vezes. Nas imagens divulgadas nas redes sociais, ele demonstra revolta com o que considera um descaso da administração municipal com pessoas em situação de fragilidade extrema.
A denúncia ocorre poucos dias após moradores do município relatarem longas filas, falta de médicos e dificuldades de acesso a atendimentos especializados na rede pública. Nesta sexta-feira, outra reportagem mostrou o drama de famílias de crianças autistas que afirmam enfrentar mais de um ano de espera por terapias e suporte especializado.
O caso envolvendo o paciente oncológico amplia a pressão sobre a Prefeitura de Assis Chateaubriand justamente em um momento em que diferentes setores da saúde municipal passaram a ser alvo de críticas públicas. Entre as principais reclamações estão problemas no transporte de pacientes para outras cidades, ausência de profissionais especializados e dificuldades de atendimento em serviços considerados essenciais.
Até a publicação da reportagem original, não havia manifestação oficial da Prefeitura sobre a denúncia feita pelo paciente.
Créditos: Redação
