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Greca rejeita ser vice de Sandro Alex e dificulta articulação eleitoral de Ratinho Junior no Paraná
Ex-prefeito de Curitiba descarta convite para compor chapa governista em 2026 e dispara: "Seria uma negação da minha história"
A tentativa do governador Ratinho Junior (PSD) de construir uma aliança entre PSD e MDB para as eleições de 2026 ganhou um obstáculo nesta terça-feira (23). O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) afirmou que não pretende aceitar um eventual convite para compor como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo secretário de Infraestrutura, Sandro Alex (PSD).
A declaração foi dada um dia após Ratinho Junior receber Greca no Palácio Iguaçu e formalizar a proposta para que o MDB integrasse a chapa governista. Além da vaga de vice, o governador também colocou à disposição do partido a possibilidade de indicar um candidato ao Senado.
Em entrevista ao portal XV Curitiba, Greca descartou a hipótese de ocupar a vice-governadoria e afirmou que sua trajetória política não é compatível com essa composição.
"Não. Não aceito. Porque a minha história... Seria uma negação da minha história. Tivesse ele o currículo que eu tenho, eu aceitaria. Não é uma questão de orgulho, é uma questão de experiência e de competência", declarou.
A posição do ex-prefeito contrasta com a de Sandro Alex, que, ao mesmo veículo, afirmou que aceitaria disputar a eleição como vice de Greca, caso esse fosse o entendimento das lideranças políticas.
Pré-candidatura ao governo
A manifestação ocorre poucos dias após Greca lançar oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Paraná. O evento foi realizado no último sábado (20), na Sociedade Thalia, em Curitiba, e contou com a presença do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.
Durante o lançamento, Greca recebeu manifestações de apoio de lideranças do partido e reforçou a intenção de disputar o Palácio Iguaçu em 2026.
Economista e engenheiro, Rafael Greca foi prefeito de Curitiba por três mandatos, deputado estadual constituinte, deputado federal e ministro do Esporte e Turismo no governo Fernando Henrique Cardoso.
Ele deixou o PSD em março deste ano para ingressar no MDB. Na ocasião, afirmou que a mudança tinha como objetivo ampliar a base de apoio ao projeto presidencial de Ratinho Junior, e não representar um rompimento político com o governador.
MDB discute estratégias
Nos bastidores, o MDB ainda não tem posição unificada sobre a disputa estadual.
Uma ala do partido defende a formação de uma aliança com o PSD já no primeiro turno, mas propõe que a definição do candidato ao governo seja feita por meio de pesquisas eleitorais independentes.
Outro grupo trabalha para consolidar uma chapa alternativa, formada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), como candidato ao Governo do Estado, tendo Rafael Greca como vice.
A declaração do ex-prefeito torna mais difícil o plano defendido por Ratinho Junior, que busca reunir PSD e MDB em uma única chapa para a sucessão estadual.
Cenário eleitoral
Segundo levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas, realizado entre os dias 7 e 9 de junho, Rafael Greca aparece com 13,9% das intenções de voto para o Governo do Paraná, ocupando a terceira colocação.
Na pesquisa de rejeição, o emedebista registra índice de 13,2%, atrás de Sergio Moro (PL), com 23,6%, e de Requião Filho (PDT), que lidera nesse quesito com 35%.
Além de Greca, o cenário eleitoral tem como pré-candidatos o senador Sergio Moro (PL), o deputado estadual Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), nome apoiado por Ratinho Junior. As candidaturas deverão ser oficializadas durante as convenções partidárias, previstas para agosto.
