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Produserv: Estado diz ter pago 2.536 funcionários e aponta 46 pendências

O Governo do Paraná informou que pagou cerca de R$ 13 milhões a 2.536 funcionários da Produserv Serviços entre agosto e setembro de 2026. Segundo

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Produserv: Estado diz ter pago 2.536 funcionários e aponta 46 pendências Créditos: Reprodução / Produserv

O Governo do Paraná informou que pagou cerca de R$ 13 milhões a 2.536 funcionários da Produserv Serviços entre agosto e setembro de 2026. Segundo o Estado, 46 trabalhadores ainda não receberam os valores e estão sendo contatados pela equipe técnica para resolver inconsistências que impedem a efetivação dos pagamentos.

A informação foi repassada à Gazeta após trabalhadores continuarem relatando problemas com o recebimento de direitos trabalhistas relacionados aos contratos da empresa terceirizada.

Os pagamentos começaram pelos salários e vales-transportes. De acordo com o governo, esses valores foram quitados antes do quinto dia útil, em 4 de setembro. Na sequência, começaram os pagamentos de rescisões e férias, a partir de 8 de setembro. Os vales-alimentação, por sua vez, têm previsão de pagamento ainda em setembro.

O Estado afirma que todos os pagamentos são realizados a partir do envio das folhas de pagamento pela Produserv.

Trabalhadores ainda relatam atrasos

Apesar da informação do governo sobre a regularização da maior parte dos pagamentos, trabalhadores procuraram a Gazeta para relatar que ainda aguardam valores.

Uma funcionária da Produserv afirmou à reportagem que está há 60 dias esperando o pagamento das férias. Segundo ela, até o momento não recebeu o valor e não teria obtido uma previsão concreta para a quitação.

"Trabalho pela Produserv Serviços, empresa terceirizada a qual teve suas contas bloqueadas pelo Estado. O Estado ficou de assumir a bronca das contas atrasadas, como férias, rescisões, houve apenas alguns pagamentos em pouquíssimas secretarias. Hoje completa 60 dias que saí de férias e até o momento não houve pagamento".

Na semana retrasada, a Gazeta já havia mostrado que mais de 2 mil trabalhadores terceirizados da Produserv enfrentavam problemas relacionados ao pagamento de salários e outros direitos trabalhistas.

Na ocasião, o Governo do Paraná havia informado que 93% dos trabalhadores já tinham recebido os valores referentes ao último bimestre até 4 de setembro. A administração estadual passou a fazer diretamente os pagamentos depois do bloqueio das contas da empresa.

As reclamações dos trabalhadores envolvem salários, férias, rescisões, vale-transporte e vale-alimentação. Alguns funcionários também relataram dificuldades para arcar com despesas básicas e até para se deslocar ao trabalho por falta de dinheiro.

Governo diz que bloqueio exigiu criação de nova estrutura de pagamentos

Segundo o Governo do Paraná, a decisão de assumir os pagamentos ocorreu depois do bloqueio das contas da Produserv. A operação exigiu a criação e a validação de uma base de dados unificada para identificar os trabalhadores e os valores devidos.

O Estado afirma que encontrou dificuldades relacionadas à inconsistência de dados, à necessidade de validação individual dos funcionários e ao caráter excepcional da medida.

O governo também informou que tem realizado reuniões com as partes envolvidas. Em uma audiência realizada em 10 de setembro, a empresa teria assumido o compromisso de informar os trabalhadores sobre o cronograma de pagamentos definido pelo Poder Público.

A Gazeta procurou a advogada do Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e de Entrega de Avisos no Estado do Paraná (Sineepres) e também tentou contato com o sindicato para obter um posicionamento sobre os pagamentos e as reclamações dos trabalhadores, mas não conseguiu resposta até a publicação.

O espaço permanece aberto para manifestação do Sindicato.

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