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Prestação de serviços alavanca saldo positivo de Toledo no Caged em 2025

Na soma de todos os segmentos, município gerou 2.059 novos postos formais de trabalho

Por Gazeta do Paraná

Prestação de serviços alavanca saldo positivo de Toledo no Caged em 2025 Créditos: REUTERS/China Daily

Toledo manteve desempenho destacado na geração de empregos formais no Paraná em 2025. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o município encerrou o ano com saldo positivo de 2.059 postos de trabalho com carteira assinada.

O resultado decorre de 40.382 admissões e 38.323 desligamentos registrados ao longo do período. Com esse desempenho, o estoque de trabalhadores formais em Toledo passou de 62.101 para 64.160 vínculos, crescimento de 3,32% – variação que foi a oitava maior entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes.

O setor de serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo, respondendo por 1.409 novas vagas, o equivalente a 68,43% do total do saldo do município em 2025. O segmento contabilizou 17.128 admissões frente a 15.719 desligamentos.

Em segundo lugar, aparece o comércio, com saldo de 359 empregos líquidos, resultado de 8.035 contratações e 7.676 demissões. A construção civil também contribuiu para o resultado anual, com superávit de 137 postos, a partir de 3.140 admissões e 3.003 desligamentos. A agropecuária registrou saldo positivo de 118 vagas (1.267 contratações e 1.149 desligamentos), enquanto a indústria fechou o ano com acréscimo de 36 postos formais, após 10.812 admissões e 10.776 desligamentos.

Análise – O gerente da unidade local da Agência do Trabalhador e diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco), Vanderlei Timóteo, avalia que o resultado reflete o dinamismo econômico do município e os reconhecimentos obtidos nas áreas de qualidade de vida, desenvolvimento e inovação. “Os números demonstram que vivemos em uma cidade pujante, desenvolvida, e que esse cenário positivo se reflete diretamente na empregabilidade”, destaca.

Na avaliação de Vanderlei, o saldo positivo evidencia também o papel social do mercado de trabalho local, ao ampliar as condições de permanência e de atração de moradores para a cidade. “Toledo tem se mostrado uma cidade que acolhe as pessoas e oferece oportunidades reais de desenvolvimento, renda e trabalho”, ressalta.

Desempenho – Em termos proporcionais, Toledo obteve o segundo maior saldo entre os municípios analisados, com 12.812,61 empregos gerados para cada milhão de habitantes. O índice é o mais alto do interior do estado e fica atrás apenas de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, que alcançou 14.530,70. O grupo dos cinco melhores desempenhos proporcionais é completado por Pinhais (11.633,84), Londrina (11.312,70) e Arapongas (10.357,42).

No ranking absoluto de geração de empregos, que considera apenas o número total de vagas criadas, Toledo aparece na 9ª posição entre os municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes.

Outro indicador relevante diz respeito à proporção de trabalhadores formais em relação à população total. Nesse quesito, Toledo também figura entre os destaques, com 39,93% dos moradores empregados com Carteira de Trabalho assinada. O percentual é o segundo maior entre os municípios analisados, atrás apenas de Curitiba (44,91%) e à frente de Pinhais (39,51%), Maringá (39,29%) e São José dos Pinhais (36,03%).

Segundo o diretor, o desempenho reforça a capacidade do município de gerar oportunidades e de se manter competitivo no contexto estadual. “O que é feito com propósito e planejamento acaba aparecendo de forma concreta nos indicadores de trabalho e renda”, salienta.

Vanderlei entende que esse conjunto de resultados ajuda a consolidar a identidade do município como um espaço construído coletivamente. “Aqui, os números refletem aquilo que somos e o que fazemos pelo município, reforçando a ideia de que o desenvolvimento ocorre quando é feito por pessoas e para pessoas”, analisa Vanderlei.

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