El Niño pode ficar muito forte em 2026 e Inmet alerta para impactos no clima do Brasil
Boletim do Inmet aponta alta probabilidade de fortalecimento do El Niño no segundo semestre de 2026 e alerta para possíveis impactos nas chuvas, temperaturas e eventos climáticos extremos em diferentes regiões do Brasil
Créditos: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um novo boletim sobre o monitoramento do fenômeno El Niño e informou que há alta probabilidade de intensificação das condições climáticas ao longo do segundo semestre de 2026. Segundo o documento, o fenômeno pode alcançar intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão, aumentando o risco de impactos em diferentes regiões do Brasil.
O acompanhamento é realizado de forma integrada por sete instituições federais e serve de base para a emissão de previsões meteorológicas, alertas e planejamento de ações de prevenção diante de eventos climáticos extremos.
O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação da atmosfera e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo.
No Brasil, seus efeitos variam conforme a região, podendo provocar estiagens prolongadas em alguns estados e aumento do volume de chuvas em outros.
Monitoramento reúne sete instituições
De acordo com o Boletim nº 2, divulgado na última sexta-feira (31), o acompanhamento do fenômeno é realizado pelo Inmet em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
O boletim reúne informações meteorológicas, hidrológicas, geológicas e oceânicas para avaliar a evolução do fenômeno e seus possíveis reflexos sobre o território brasileiro.
Além das condições observadas, os especialistas utilizam projeções climáticas para estimar tendências de fortalecimento ou enfraquecimento do El Niño e a probabilidade de ocorrência de eventos hidrometeorológicos extremos nos meses seguintes.
Informações orientam ações de prevenção
Segundo o Inmet, os dados produzidos pelas instituições subsidiam ações de prevenção, preparação e gerenciamento de riscos por parte dos órgãos públicos, além de apoiar a emissão de previsões e alertas meteorológicos.
O monitoramento é contínuo e novos boletins serão divulgados periodicamente para atualizar as projeções sobre o comportamento do fenômeno e seus possíveis impactos.
No levantamento mais recente, os especialistas indicam elevada probabilidade de o El Niño permanecer ativo e ganhar intensidade ao longo do segundo semestre, podendo atingir um nível considerado muito forte entre a primavera e o início do verão.
População deve acompanhar alertas oficiais
Além de orientar a atuação da Defesa Civil e dos demais órgãos responsáveis pela gestão de riscos, o monitoramento auxilia estados e municípios na elaboração de medidas preventivas para enfrentar possíveis eventos climáticos extremos.
O Inmet recomenda que a população acompanhe as previsões do tempo e os alertas emitidos pelos órgãos oficiais, mantenha atualizado o cadastro para recebimento de mensagens da Defesa Civil, conheça as áreas de risco da região onde vive e siga as orientações das autoridades sempre que houver previsão de eventos adversos.
