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Petróleo cai e apaga ganhos da guerra após retomada da navegação no Estreito de Ormuz Créditos: Reprodução Redes Sociais

Petróleo cai e apaga ganhos da guerra após retomada da navegação no Estreito de Ormuz

Mais de 20 petroleiros voltaram a cruzar a principal rota de transporte de petróleo do mundo. Mercado reage com expectativa de melhora na oferta global, apesar de alertas do Irã

Os preços internacionais do petróleo voltaram a cair nesta quinta-feira (25) e praticamente eliminaram os ganhos acumulados durante o conflito no Oriente Médio. O movimento ocorre após a retomada da circulação de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.

O barril do Brent, referência para o mercado internacional, recuava 1% e era negociado a US$ 72,97, voltando ao patamar registrado antes do início da guerra. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também apresentava queda de 1%, cotado a US$ 69,60 por barril.

A redução dos preços reflete a expectativa dos investidores de que a oferta global de petróleo volte a se normalizar após o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã para reabrir a passagem marítima.

Petroleiros voltam a cruzar Ormuz

Dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler apontam que mais de 20 petroleiros, transportando cerca de 35 milhões de barris de petróleo, atravessaram o Estreito de Ormuz desde a reabertura da rota.

As embarcações, que não pertencem ao Irã, estavam retidas no Golfo Pérsico havia mais de três meses, período em que Teerã restringiu a navegação na região durante o conflito.

A expectativa é de que a maior parte dessa carga tenha como destino países asiáticos, com chegada prevista para o início de agosto.

O retorno das exportações reduz o temor de desabastecimento e aumenta a confiança do mercado em relação à oferta mundial de petróleo, pressionando as cotações para baixo.

Rota segue sob tensão

Apesar da retomada do tráfego marítimo, o cenário ainda inspira cautela.

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou nesta quinta-feira que a passagem pelo Estreito de Ormuz continuará sendo controlada pelo país. Segundo o comunicado, apenas embarcações que seguirem as rotas autorizadas por Teerã poderão navegar pela região.

As autoridades iranianas também alertaram que navios que desrespeitarem as orientações poderão ser alvo de medidas por parte das forças militares.

O posicionamento mantém o risco geopolítico elevado na principal rota de exportação de petróleo do mundo, responsável por uma parcela significativa do comércio internacional da commodity.

Mercado acompanha próximos passos

Mesmo com a queda registrada nesta quinta-feira, analistas seguem monitorando a situação no Oriente Médio.

Qualquer novo episódio de tensão envolvendo o Estreito de Ormuz pode voltar a pressionar os preços do petróleo, já que a região concentra parte importante das exportações dos principais produtores mundiais.

Por enquanto, a retomada da circulação dos petroleiros reduziu os receios de interrupção no abastecimento global e devolveu as cotações aos níveis observados antes da escalada do conflito.

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