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Plano da ONU permite retomada gradual da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz
Corredor estratégico para o comércio mundial voltou a registrar movimentação de embarcações após medidas coordenadas pela Organização Marítima Internacional
Navios comerciais voltaram a atravessar o Estreito de Ormuz dentro de um plano de retirada coordenado pela Organização Marítima Internacional (OMI), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi confirmada nesta quarta-feira (25) por um porta-voz da entidade.
Segundo a OMI, a operação busca permitir a saída segura de embarcações que permaneciam retidas na região do Golfo, uma das áreas mais estratégicas para o transporte marítimo mundial.
Dados de monitoramento marítimo indicam que embarcações de carga já realizaram a travessia nas últimas horas. Além disso, dezenas de outros navios aguardavam autorização ou se preparavam para cruzar o estreito.
O plano foi desenvolvido ao longo dos últimos meses e tem como objetivo garantir a circulação de embarcações comerciais e a segurança dos tripulantes diante das tensões registradas na região.
De acordo com a Organização Marítima Internacional, centenas de navios e cerca de 11 mil marítimos foram impactados pelas restrições de navegação no Golfo. A expectativa é que a operação permita a normalização gradual do fluxo marítimo no corredor internacional.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas do comércio global, especialmente para o transporte de petróleo e derivados. A passagem liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte significativa do fluxo energético mundial.
A retomada das travessias é acompanhada de perto por governos, empresas de navegação e mercados internacionais, devido à importância estratégica da rota para o abastecimento global e para os preços de commodities.
