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Praças de pedágio do RS deixam de cobrar tarifa após fim de contrato

Motoristas de carros deixam de pagar R$ 19,60, valor que figurava entre os mais altos do país

Por Da Redação

Praças de pedágio do RS deixam de cobrar tarifa após fim de contrato Créditos: Ecovias Sul

As praças de pedágio do polo rodoviário de Pelotas deixaram de cobrar tarifas nesta semana, após o encerramento do contrato entre o governo federal e a concessionária Ecovias Sul. A concessão terminou oficialmente às 23h59 de terça-feira (3), encerrando 28 anos de operação no sul do Rio Grande do Sul.

Com o fim do contrato, cinco praças foram desativadas: Canguçu e Rio Grande, na BR-392, e Pelotas, Cristal e Capão do Leão, na BR-116.

Motoristas de carros deixam de pagar R$ 19,60 por passagem, valor que figurava entre os mais altos do país e chegou a ser o pedágio mais caro do Brasil em 2024. Para caminhoneiros, a economia é ainda maior. Em viagens entre Porto Alegre e Rio Grande, por exemplo, o custo com pedágios pode chegar a cerca de R$ 350 por trajeto. As tarifas variavam de R$ 39,10 a R$ 117,40, dependendo do número de eixos.

Com o término da concessão, a gestão das rodovias passa a ser responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O órgão informou que contratou empresas terceirizadas para garantir serviços básicos de manutenção, como roçada, drenagem e conservação da pista.

A mudança também afeta o atendimento aos usuários das rodovias. O serviço de socorro médico e resgate, que era feito pela concessionária, deixará de operar. A Ecovias Sul irá desativar cinco ambulâncias e uma UTI móvel que atuavam nos trechos, onde eram registradas em média 13 ocorrências por dia no último ano.

Com isso, o atendimento de emergências passa a ser realizado pelos municípios. Em Pelotas, o Samu prevê ampliar a estrutura com a solicitação de uma nova ambulância, uma unidade de suporte básico, uma viatura de intervenção rápida e a contratação de dez profissionais.

Outro serviço impactado é a pesagem de caminhões. As balanças instaladas em Pelotas e Rio Grande também foram desligadas e passarão a ser administradas pelo Dnit. Nos últimos cinco anos, cerca de 27 mil veículos foram autuados por excesso de carga nesses pontos.

A nova concessão das rodovias está sendo estruturada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e deve prever mais de R$ 6 bilhões em investimentos. Audiências públicas para discutir o projeto estão marcadas para este mês em Brasília, Pelotas e Porto Alegre. A previsão é que o novo contrato entre em vigor a partir de 2027.

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