PL racha no Paraná: deputados ameaçam retirar apoio a Sérgio Moro
Racha na base aliada. Motivo: dinheiro. Ameaça: migração para base de Ratinho Jr.
Créditos: Jorge William / Agência O Globo
Bastidores tensos no PL paranaense. A campanha de Sérgio Moro ao governo do estado esbarra numa rebelião dentro do próprio partido.
O motivo é dinheiro. O fundo eleitoral enviado pela executiva nacional veio menor do que o esperado. E a direção estadual decidiu como vai fatiar o que sobrou.
Moro e a esposa, Rosangela, ficam com mais da metade do valor. O resto se divide entre a campanha ao Senado e os 86 candidatos a deputado estadual na chapa.
Na prática: deputados que já têm mandato e tentam reeleição vão receber R$ 1 milhão. Longe do teto de R$ 3,5 milhões permitido por candidatura. Quem tenta a primeira eleição, o teto cai para R$ 100 mil.
A resposta dos deputados insatisfeitos não é apenas tirar o nome de Moro do material de campanha. É pior: a ameaça agora é declarar apoio a Ratinho Jr.
A cúpula da campanha de Moro trata o racha como ruído menor. A avaliação interna é que o governador não precisa da chapa de deputados para vencer.
Pode ser um erro de cálculo. Se o racha for confirmado, o problema não fica restrito à Assembleia. Ele contamina a disputa ao Senado — competitiva, apertada — e abre flanco para o crescimento de Alexandre Curi e Gleisi Hoffmann.
Aqui o jornalista Oswaldo Eustáquio, do alto do meu segundo exílio.
Créditos: Oswaldo Eustáquio
