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Pedágio sobe em cinco praças da Via Araucária enquanto obras avançam em ritmo limitado

Reajuste médio de 5,3% começa na próxima quinta-feira e aumenta cobrança ao motorista em trecho de 473 quilômetros no Paraná

Por Gazeta do Paraná

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Pedágio sobe em cinco praças da Via Araucária enquanto obras avançam em ritmo limitado Créditos: Via Araucária/Reprodução

Os motoristas que utilizam as rodovias administradas pela Via Araucária pagarão mais caro pelo pedágio a partir da próxima quinta-feira (28). O reajuste das tarifas entra em vigor à 0h nas cinco praças operadas pela concessionária no Paraná, com aumento médio de 5,3%.

A correção está prevista no contrato de concessão firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e foi autorizada pela agência reguladora por meio de publicação no Diário Oficial da União. O cálculo considera a variação de índices econômicos e outros fatores previstos no contrato.

Na prática, o aumento chega ao bolso de quem utiliza as rodovias, enquanto a expectativa pela execução das grandes obras previstas na concessão continua sendo um dos principais pontos de cobrança sobre o contrato.

Para veículos leves, os novos valores serão:

  • São Luiz do Purunã (BR-277): de R$ 9,30 para R$ 9,80;
  • Porto Amazonas (BR-277): de R$ 11,70 para R$ 12,30;
  • Irati (BR-277): de R$ 10,90 para R$ 11,50;
  • Imbituva (BR-277): de R$ 10,70 para R$ 11,30;
  • Lapa (BR-476): de R$ 12,30 para R$ 12,90.

A Via Araucária administra aproximadamente 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais, correspondentes ao Lote 1 das novas concessões rodoviárias do Paraná.

Tarifa sobe, mas obras?

O reajuste coloca novamente em evidência uma questão que acompanha o modelo de concessões rodoviárias: o motorista começa a pagar tarifas cada vez maiores enquanto aguarda a transformação efetiva das rodovias.

Embora a concessão tenha um extenso cronograma de investimentos e melhorias, parte relevante das intervenções estruturais ainda está em fase de implantação ou planejamento. Na prática, para o usuário, a cobrança é imediata e automática, enquanto obras capazes de alterar de maneira significativa as condições de tráfego dependem do cumprimento de cronogramas que se estendem pelos próximos anos.

A lógica dos contratos prevê justamente a correção periódica das tarifas para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. O problema, do ponto de vista do usuário, é que o reajuste chega de forma concreta na tarifa, enquanto obras como duplicações, adequações, novos dispositivos de segurança e melhorias de capacidade não aparecem na mesma velocidade.

É esse descompasso que tende a alimentar a insatisfação dos motoristas, principalmente em trechos que continuam apresentando problemas de segurança ou infraestrutura insuficiente.

Desconto para quem usa TAG

Os motoristas que utilizam TAG continuarão tendo acesso aos descontos previstos no contrato de concessão.

O Desconto Básico de Tarifa (DBT) garante redução de 5% no valor para veículos leves equipados com o dispositivo.

Também existe o Desconto para Usuário Frequente (DUF). Nesse sistema, o motorista que passa repetidamente pela mesma praça durante o mês recebe descontos progressivos a cada nova passagem, até atingir o limite estabelecido para aquela praça.

O benefício é aplicado automaticamente aos veículos leves com TAG e busca reduzir o impacto da cobrança para quem utiliza frequentemente as rodovias.

Para quem não possui o dispositivo, entretanto, não há o mesmo benefício. Assim, a partir de quinta-feira, o motorista que pagar a tarifa integral encontrará uma cobrança maior em todas as cinco praças administradas pela Via Araucária.

No fim das contas, o reajuste é mais uma etapa do novo modelo de concessões do Paraná: a tarifa sobe agora, enquanto boa parte das grandes transformações prometidas para as rodovias ainda depende de obras que estão por vir.

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