Paraná se torna o segundo estado que mais atrai eleitores no Brasil
Estado recebeu 64,4 mil eleitores de outras unidades da federação e teve saldo positivo de 14,6 mil transferências para as eleições de 2026
Créditos: Assessoria
O Paraná chega às eleições de 2026 com um dos maiores saldos positivos de transferência de eleitores do país. O estado recebeu 64,4 mil novos eleitores vindos de outras unidades da Federação e registrou 49,7 mil transferências de saída, resultando em saldo positivo de 14.665 eleitores.
Com esse resultado, o Paraná ocupa a segunda posição nacional entre os estados que mais atraíram eleitores de outras regiões, atrás apenas de Santa Catarina. O desempenho representa uma mudança significativa em relação aos últimos ciclos eleitorais: em 2018, o Paraná ocupava a sétima posição; em 2022, passou para o quarto lugar.
A transferência de domicílio eleitoral faz com que o eleitor passe a votar no novo estado para governador, senador e demais cargos estaduais e federais. O movimento, portanto, também altera a composição do eleitorado e pode influenciar o cenário político das eleições.
SUL GANHA PESO NO MAPA ELEITORAL
O crescimento do Paraná acompanha um movimento de concentração de eleitores na região Sul. Santa Catarina aparece na liderança nacional, enquanto Paraná e Distrito Federal completam as primeiras posições em 2026.
Na outra ponta, os maiores saldos negativos estão no Pará, com perda de aproximadamente 26,7 mil eleitores; Maranhão, com menos 24,5 mil; Bahia, com redução de 23,1 mil; e Rio Grande do Sul, com saldo negativo de 19,7 mil.
A mudança mais expressiva ocorre em São Paulo. Em 2018, o estado registrava saldo positivo de 60,8 mil eleitores e era o principal polo de atração do país. Em 2022, o saldo ficou próximo de zero. Agora, São Paulo aparece com saldo negativo de 21,3 mil eleitores.
SÃO PAULO É PRINCIPAL ORIGEM DOS NOVOS ELEITORES
Apesar de também perder eleitores no saldo geral, São Paulo é o principal estado de origem daqueles que transferiram o título para o Paraná. Foram 17,8 mil transferências.
Na sequência aparecem Santa Catarina, com 9,7 mil; Rio Grande do Sul, com 3,7 mil; Pará, com 3,2 mil; Amazonas, com 3 mil; e Rio de Janeiro, com 2,9 mil.
Além das transferências entre estados, 75,5 mil eleitores mudaram o domicílio eleitoral de um município para outro dentro do próprio Paraná. Esse movimento modifica o eleitorado de cada cidade, mas não altera a votação para governador e senador, que ocorre em todo o estado.
CURITIBA, MARINGÁ E FOZ ESTÃO ENTRE AS QUE MAIS GANHARAM
As maiores cidades concentram boa parte do crescimento do eleitorado paranaense.
Curitiba teve saldo positivo de 4.710 eleitores, seguida por Maringá, com 2.509; São José dos Pinhais, com 1.751; Londrina, com 1.398; Foz do Iguaçu, com 1.369; e Ponta Grossa, com 1.144.
Entre os municípios com saldo negativo aparecem Palmas, com menos 296 eleitores; Paranaguá, com redução de 210; Jaguariaíva, com 196; Cornélio Procópio, com 153; e Pinhão, com 144.
O perfil dos eleitores que escolheram o Paraná também chama atenção. A maior parte está nas faixas de idade consideradas economicamente produtivas, especialmente entre 25 e 44 anos.
O grupo de 30 a 34 anos concentra o maior número de transferências, com cerca de 18,6 mil eleitores.
O movimento reforça a percepção de que o Paraná e outros estados do Sul vêm se consolidando como polos de atração populacional, especialmente para trabalhadores e famílias em busca de oportunidades.
IMPACTO NAS ELEIÇÕES DE 2026
O saldo de 14.665 eleitores não é suficiente, isoladamente, para definir uma eleição majoritária, mas representa uma mudança relevante na composição do eleitorado paranaense.
Para as eleições de 2026, o movimento também ajuda a revelar tendências de migração interna no país e mostra o crescimento do peso eleitoral do Sul.
Os números são baseados em transferências de domicílio eleitoral entre estados. Os dados referentes a 2026 ainda correspondem a uma fotografia do cadastro eleitoral e podem sofrer alterações até o fechamento definitivo do eleitorado.
Foto: Divulgação
