Oruam é considerado foragido no Rio
Rapper descumpriu medidas judiciais e teve prisão preventiva retomada após decisão do STJ
Créditos: oruam/Instagram
A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta terça-feira (3), a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam. Desde então, ele é considerado foragido, após não ser localizado em sua residência durante diligência da Polícia Civil.
A decisão foi tomada pela 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, depois que o Superior Tribunal de Justiça revogou uma liminar que mantinha o cantor em liberdade, mediante o uso de tornozeleira eletrônica. A medida foi retirada após sucessivos descumprimentos das condições impostas pela Justiça.
Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, equipes estiveram no endereço do rapper para cumprir o mandado, mas ele não foi encontrado.
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Violações no monitoramento
Oruam responde a uma ação penal por tentativa de homicídio qualificado e estava solto desde setembro de 2025, sob monitoramento eletrônico. Relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro apontaram uma série de falhas no cumprimento das medidas.
De acordo com os autos, o rapper descumpriu o recolhimento domiciliar noturno em várias datas e apresentou recorrentes problemas no uso da tornozeleira, incluindo longos períodos com o equipamento desligado. Entre outubro e novembro de 2025, foram registrados ao menos 22 episódios desse tipo.
A Seap informou que Oruam compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em 9 de dezembro de 2025, quando o dispositivo foi substituído. A tornozeleira retirada passou por perícia, que identificou dano eletrônico compatível com impacto.
Ainda conforme a secretaria, desde novembro do ano passado o monitoramento passou a registrar sucessivas violações. Ao todo, foram 66 ocorrências, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026, a maioria relacionada à falta de carregamento da bateria. Desde 1º de fevereiro, o equipamento permanece descarregado.
Prisão preventiva
Diante das irregularidades, o Ministério Público pediu a prisão preventiva. Embora o juízo tenha reconhecido o descumprimento das medidas, a prisão não foi decretada naquele momento por causa da liminar do STJ, que seguia em vigor.
Com a revogação da decisão superior, a juíza Tula Corrêa de Mello concluiu que as medidas alternativas não foram suficientes. Segundo a magistrada, a retomada da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e o andamento do processo.
Acusação
Oruam é acusado de tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis durante uma operação realizada em 22 de julho de 2025, no Rio de Janeiro. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de um adolescente investigado por atos relacionados ao tráfico de drogas.
De acordo com a denúncia, o rapper e outras pessoas teriam arremessado pedras de grande porte contra os agentes. Além dele, outros três réus respondem pelo mesmo processo.
O artista é filho de Marcinho VP, que cumpre pena em um presídio federal.
