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Nova CNH impulsiona emissão de carteiras e reduz custos para motoristas, aponta ministério Créditos: Marcelo Camargo /Agência Brasil

Nova CNH impulsiona emissão de carteiras e reduz custos para motoristas, aponta ministério

Economia gerada pelo fim do curso teórico obrigatório já passa de R$ 1,8 bilhão; dados oficiais apontam alta de 23,5% nos exames práticos com o novo manual da Senatran

As mudanças nas regras para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já refletem no número de novos motoristas habilitados no país. Dados divulgados pelo Ministério dos Transportes mostram que, entre janeiro e maio de 2026, o número de exames práticos de direção aumentou 23,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Nos cinco primeiros meses deste ano foram realizados 2.280.021 exames de direção, contra 1.845.694 registrados entre janeiro e maio de 2025. Segundo a pasta, apesar do crescimento na procura pela habilitação, não houve aumento das filas para realização da etapa prática.

O volume de aulas de direção também apresentou crescimento. No período, foram ministrados 2.343.393 cursos práticos, alta de 20% em relação aos cinco primeiros meses do ano passado.

Com as novas regras, o Brasil emitiu 1.138.190 carteiras de habilitação até maio, o maior número já registrado pelo Ministério dos Transportes para esse período do ano.

Mudanças reduziram o custo da CNH

Uma das principais alterações promovidas pelo governo foi o fim da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas para quem busca a primeira habilitação.

De acordo com o Ministério dos Transportes, a medida gerou uma economia superior a R$ 1,84 bilhão aos candidatos em todo o país.

Antes das mudanças, somente o curso teórico custava, em alguns estados, cerca de R$ 1 mil. No processo completo, incluindo aulas teóricas e práticas, o valor da CNH variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

Os estados que concentraram a maior economia com a nova regra foram Minas Gerais (R$ 269,6 milhões), São Paulo (R$ 225,3 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 171,5 milhões), Pernambuco (R$ 114 milhões), Paraná (R$ 113,6 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 108,8 milhões).

Exame prático também mudou

Além da redução dos custos, as novas regras alteraram o modelo de avaliação dos candidatos.

Com a publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, o processo passou a seguir critérios padronizados em todo o país.

Uma das principais mudanças foi o fim da baliza como etapa obrigatória do exame prático. Também deixou de existir a reprovação automática por uma única infração durante a prova.

Agora, o candidato é avaliado por um sistema de pontuação. As infrações leves somam um ponto, as médias dois, as graves quatro e as gravíssimas seis pontos.

A aprovação depende do desempenho ao longo de toda a prova. O candidato pode cometer infrações desde que a soma não ultrapasse 10 pontos. Ao atingir esse limite, a reprovação ocorre automaticamente.

Segundo o Ministério dos Transportes, as mudanças buscam tornar o processo de habilitação mais acessível, reduzir custos para os candidatos e padronizar os critérios de avaliação em todo o território nacional.

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