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Municípios do Oeste querem redistribuição no financiamento do SAMU

Consórcio atende 43 cidades e enfrenta pressão com aumento dos custos operacionais

Por Eliane Alexandrino

Municípios do Oeste querem redistribuição no financiamento do SAMU Créditos: Consamu

O custeio do atendimento de urgência e emergência na região Oeste do Paraná, por meio do Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste (Consamu), tem gerado preocupação entre prefeitos. O tema foi debatido em assembleia realizada na última quarta-feira (18) e será levado à Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

Atualmente, os municípios arcam com cerca de 60% dos custos do serviço, percentual considerado acima do ideal. O Governo do Estado contribui com 18% e o Governo Federal com 22%, o que evidencia desequilíbrio na divisão dos recursos.

O Consamu atende 43 municípios, com população aproximada de 1 milhão de habitantes. Segundo o presidente do consórcio e prefeito de Corbélia, Thiago Stefanello, o modelo atual compromete a sustentabilidade do serviço. “Os municípios pagam 60% da conta, quando o ideal seria cerca de 25%. Se isso continuar, as prefeituras não conseguirão manter o SAMU”, afirma.

O cenário contrasta com outros estados. Em Goiás, os municípios arcam com 25% dos custos, enquanto o Estado participa com 42% e a União com 33%. Em Minas Gerais, os municípios respondem por 29% e, no Espírito Santo, por 30%, com maior participação estadual.

Diante disso, prefeitos da região articulam uma mobilização para cobrar a revisão do modelo de financiamento. A pauta deve ser apresentada na Marcha dos Prefeitos, prevista para maio, com apoio da Associação dos Municípios do Paraná (AMP).

Gestores alertam que o aumento dos custos operacionais, aliado ao subfinanciamento histórico, pressiona os cofres municipais. Sem uma redistribuição mais equilibrada entre União, Estado e municípios, há risco de comprometimento dos serviços de atendimento móvel de urgência.

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