MP denuncia casal por planejar assassinato de servidora pública no Norte Pioneiro do Paraná
Segundo a investigação, denunciados teriam oferecido R$ 3 mil para matar servidora de Abatiá após desentendimentos com a rede de proteção à infância; mulher segue presa preventivamente
Créditos: Paraná Turismo / Reprodução
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou um casal investigado por planejar o assassinato de uma servidora pública do município de Abatiá, no Norte Pioneiro do estado. A denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Ribeirão do Pinhal, comarca à qual o município pertence.
Conforme as investigações, a motivação do crime estaria relacionada ao descontentamento dos denunciados com a atuação da rede de proteção à infância e à adolescência de Abatiá em procedimentos envolvendo os filhos do casal.
Os acusados respondem pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, perseguição e coação no curso do processo. A mulher permanece presa preventivamente.
Casal teria oferecido R$ 3 mil para matar servidora
Segundo a denúncia, entre os meses de maio e junho deste ano, os investigados elaboraram um plano para executar a servidora pública e chegaram a oferecer R$ 3 mil a um terceiro para cometer o crime.
O Ministério Público sustenta que o homicídio seria praticado mediante promessa de recompensa, por motivo considerado fútil e com o emprego de recurso que dificultaria a defesa da vítima, em razão do planejamento prévio da ação.
A acusação afirma que o crime não foi consumado porque o filho adolescente da denunciada descobriu o plano e alertou a servidora, permitindo que ela registrasse um boletim de ocorrência.
Após a revelação dos fatos, o homem que teria sido contratado para executar o assassinato desistiu da ação.
Investigação aponta perseguição a servidores públicos
Além da tentativa de homicídio, o Ministério Público denunciou o casal pelo crime de perseguição.
De acordo com a investigação, entre maio e junho de 2026, os acusados monitoraram de forma reiterada quatro servidores públicos, acompanhando suas rotinas e registrando imagens pessoais obtidas por meio da internet.
Segundo a denúncia, as condutas invadiram a esfera de liberdade e privacidade das vítimas.
Filho teria sido ameaçado para não denunciar plano
A denúncia também atribui ao casal o crime de coação no curso do processo.
Conforme o Ministério Público, os investigados ameaçaram de morte o próprio filho adolescente da denunciada para impedir que ele revelasse às autoridades o plano de execução da servidora.
As ameaças, segundo a acusação, teriam sido feitas inclusive com o uso de uma faca.
Ministério Público pede indenização às vítimas
Além da condenação pelos crimes apontados na denúncia, o Ministério Público requereu que a Justiça fixe um valor mínimo de R$ 100 mil para reparação dos danos causados às vítimas.
O caso seguirá em tramitação no Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e o andamento da ação penal.
