Morte de Juscelino Kubitschek completa 50 anos neste sábado
Ex-presidente morreu em acidente de carro em 1976, após marcar a história do país com a construção de Brasília e o lema dos “50 anos em 5”
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Divulgação
Há exatos 50 anos, o Brasil perdia um de seus principais presidentes do século 20. Juscelino Kubitschek de Oliveira morreu em 22 de agosto de 1976, aos 73 anos, em um acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Resende, no Rio de Janeiro.
Conhecido como JK, ele foi prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais e presidente da República entre 1956 e 1961. Seu governo ficou marcado pelo projeto de modernização e industrialização do país e, principalmente, pela construção de Brasília, inaugurada em 21 de abril de 1960 e transformada na nova capital federal.
A mudança para o Planalto Central era uma ideia antiga, prevista inclusive na Constituição brasileira, mas foi durante o governo JK que o projeto saiu do papel. A construção da nova capital em poucos anos se tornou o símbolo do chamado Plano de Metas, programa que tinha como lema desenvolver o país em ritmo acelerado, com a promessa de fazer “50 anos em 5”.
Brasília foi projetada pelo urbanista Lúcio Costa e teve os principais edifícios públicos desenhados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A construção atraiu milhares de trabalhadores para o Centro-Oeste, especialmente os chamados candangos, e provocou profundas transformações na ocupação do território brasileiro.
Cassação durante a ditadura
A trajetória política de JK, entretanto, foi interrompida pelo regime militar instaurado em 1964. Naquele ano, o ex-presidente teve os direitos políticos cassados enquanto exercia o mandato de senador por Goiás.
A cassação ocorreu em um período de perseguição a lideranças políticas consideradas adversárias do regime. JK deixou o país e passou a viver períodos no exterior antes de retornar posteriormente ao Brasil.
Em seu último discurso no Senado, antes da cassação, Juscelino fez uma defesa da democracia e afirmou que a medida não atingia apenas seus direitos políticos, mas também o direito dos brasileiros de escolher seus próprios governantes.
O episódio marcou o fim de uma etapa da carreira política de um dos nomes mais populares da história republicana brasileira.
A morte de JK
Juscelino morreu em um acidente automobilístico na tarde de 22 de agosto de 1976. Ele viajava pela Rodovia Presidente Dutra quando o carro em que estava colidiu com uma carreta.
A morte gerou grande comoção nacional. JK foi enterrado em Brasília, cidade que se tornou o maior símbolo de sua passagem pela Presidência.
Ao longo das décadas, o acidente que provocou sua morte também passou a ser alvo de questionamentos e teorias sobre a possibilidade de uma ação deliberada. Investigações oficiais, porém, apontaram o acidente como causa da morte.
Cinco décadas depois, o legado de JK permanece associado principalmente à construção da capital federal e ao projeto desenvolvimentista que marcou seu governo. Ao mesmo tempo, sua trajetória é lembrada como parte de um período de intensa transformação política e econômica do Brasil.
A história de Juscelino também atravessa um dos períodos mais turbulentos do país. Presidente eleito pelo voto popular, cassado durante a ditadura e morto anos depois em circunstâncias que ainda alimentam debates, JK permanece como uma figura central da memória política brasileira.
