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Moro parte para o ataque contra Justiça Eleitoral e Ratinho Jr após suspensão de Deltan

Candidato do PL ao governo do Paraná classificou como "arbitrária" a suspensão da campanha de Dallagnol ao Senado e atribuiu a decisão ao PT e a aliados do governo federal

Por Repórter Gazeta do Paraná

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Moro parte para o ataque contra Justiça Eleitoral e Ratinho Jr após suspensão de Deltan Créditos: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O candidato ao governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro, fez duras críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a decisão que determinou a suspensão da campanha ao Senado do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo). 

Em agenda realizada na manhã de ontem (21) na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), o ex-juiz qualificou o ato judicial como arbitrário e cobrou publicamente uma posição do governador Ratinho Jr (PSD).

A determinação de paralisação atinge o repasse de recursos públicos do fundo eleitoral e proíbe a participação formal de Dallagnol em atos de propaganda até o julgamento definitivo sobre o registro de sua candidatura, sob relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques. Ao reagir à medida, Moro declarou que a decisão afronta a jurisprudência eleitoral e associou a representação partidária a ações movidas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

 "Quebraram todas as regras para proibir o Deltan de fazer campanha e tudo se encaminha para tirá-lo do jogo mais uma vez. Não querem nos enfrentar nas urnas, no voto. É revoltante o que o PT e os amigos de Lula estão fazendo", disse Sergio Moro, candidato ao governo do Estado pelo PL.

Contexto jurídico e contestação de registros
A disputa sobre a elegibilidade de Deltan Dallagnol decorre da cassação de seu mandato de deputado federal, decretada em 2023 com respaldo na Lei da Ficha Limpa. Embora o ex-procurador recorra para manter sua postulação ao Senado, a legislação faculta a siglas concorrentes o direito de impugnar registros de candidatura que apresentem pendências jurídicas antes do pleito.

A atuação rigorosa da Justiça Eleitoral no Estado tem sido abrangente: apenas na atual corrida eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) indeferiu 60 candidaturas com base em critérios legais semelhantes entre as quais a do ex-deputado Alfredo Kaefer (PRD), barrado sob o mesmo fundamento.

Pressão sobre o governo estadual
Além de contestar a Corte Eleitoral, Sergio Moro direcionou suas críticas ao chefe do Executivo paranaense, Ratinho Jr, que apoia formalmente as candidaturas de Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graeml (PSD) para o Senado Federal.
 "Não ouvi uma palavra do governador nem de seu candidato. Esse silêncio é revelador. Todo o Paraná sabe de que lado estão a verdade, a justiça e a coragem nesta eleição."

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