Lula provoca Marco Rubio e cria tensão com os EUA: "Latino americano frustrado"
A declaração veio nesta quinta-feira, numa reunião ministerial no Palácio do Planalto.
Créditos: Reprodução — Planalto
Lula chamou Marco Rubio de "latino americano frustrado".
A declaração veio nesta quinta-feira, numa reunião ministerial no Palácio do Planalto. Tom de indignação. Postura de quem sabe que foi descoberto.
Os Estados Unidos já entenderam o que está acontecendo. Este governo foi ao solo americano defender organizações hoje classificadas como terroristas — sob o verniz de uma suposta soberania. Trump declarou guerra ao narcotráfico na América Latina. Defender essas organizações é ser escudo dos criminosos. E pior: usar o Estado para isso.
Mas antes de analisar o insulto — precisamos entender o desespero por trás dele.
Porque ninguém xinga o secretário de Estado dos Estados Unidos por acidente. Xinga por medo.
E Lula tem motivos concretos para ter medo.
A Seção 301 e o que ela significa
Em 1º de junho de 2026, o USTR formalizou uma determinação contra o Brasil sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Não é ameaça. É instrumento legal com força real.
O documento aponta duas frentes: censura de plataformas americanas por ordens judiciais secretas — e falha sistemática no combate à corrupção. O resultado: tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Agronegócio, indústria, commodities — tudo na mira. Prazo para ação concreta: 15 de julho de 2026.
A humilhação que Lula não esperava
Em maio, Lula foi à Casa Branca. Encontrou Trump. Saiu convicto de que havia construído uma ponte. Soube do novo tarifaço pelas redes sociais — como qualquer cidadão comum.
Isso não é política externa. É constrangimento público.
Chamar Rubio de "latino frustrado" não resolve tarifa nenhuma. Só confirma que o frustrado é outro.
Aqui o jornalista Oswaldo Eustáquio, do alto do meu segundo exílio.
Créditos: Oswaldo Eustáquio
