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Justiça Eleitoral revoga liminar e libera divulgação de pesquisa Vox sobre sucessão no Paraná

Levantamento havia sido suspenso após ação do PSD, mas TRE-PR entendeu que não havia mais elementos suficientes para manter a proibição

Por Gazeta do Paraná

Justiça Eleitoral revoga liminar e libera divulgação de pesquisa Vox sobre sucessão no Paraná Créditos: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) revogou a liminar que suspendia a divulgação da pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas Ltda., registrada sob o número PR-09668/2026. Com a nova decisão, a Justiça Eleitoral voltou a autorizar a circulação dos resultados do levantamento, divulgado originalmente em 3 de julho, que mede as intenções de voto para o Governo do Estado e o Senado nas eleições de 2026.

A suspensão havia sido determinada no último dia 7, após representação apresentada pelo Diretório Estadual do PSD, partido do governador Ratinho Junior e do pré-candidato ao governo Sandro Alex. Na ocasião, o partido alegou que o instituto não teria complementado, dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral, informações obrigatórias no registro da pesquisa, como os municípios e bairros abrangidos pelo levantamento.

Ao reavaliar o caso, a juíza auxiliar do TRE-PR, Cláudia Cristina Cristofani, concluiu que surgiu uma informação nova indicando que o arquivo questionado teria sido anexado tempestivamente ao sistema da Justiça Eleitoral. Diante disso, a magistrada entendeu que não havia mais elementos suficientes para manter a tutela de urgência que impedia a divulgação da pesquisa.

"Não se está, neste momento, afirmando de modo definitivo a regularidade do registro, tampouco afastando a necessidade de esclarecimento técnico mais completo pelo Tribunal Superior Eleitoral. Apenas se reconhece que, diante da informação superveniente de que o arquivo teria sido anexado tempestivamente, não subsiste, por ora, a probabilidade do direito em grau suficiente para manter a tutela de urgência anteriormente deferida", afirmou a juíza na decisão.

A revogação da liminar não encerra o processo. O mérito da representação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá posteriormente se houve ou não irregularidades no registro da pesquisa.

Além da discussão sobre a documentação, a representação do PSD também questiona o conteúdo do levantamento. O partido aponta supostas inconsistências em cenários estimulados apresentados aos entrevistados. Em uma das simulações, Rafael Greca (MDB) aparecia como candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior, enquanto, em outro cenário, esse apoio era atribuído a Sandro Alex, o que, segundo os autores da ação, poderia induzir os entrevistados a uma percepção equivocada sobre as alianças políticas.

Os autores sustentam que a divergência teria potencial para influenciar a opinião dos eleitores e comprometer a confiabilidade dos resultados, especialmente após a repercussão da pesquisa em veículos de imprensa.

No cenário em que Rafael Greca é apresentado como candidato apoiado por Ratinho Junior, o ex-prefeito de Curitiba aparece com 23% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação de forma isolada na disputa pelo Palácio Iguaçu.

Após a revogação da liminar, Greca comemorou a decisão da Justiça Eleitoral. Em nota, afirmou receber "com alegria" a autorização para divulgação da pesquisa e disse que "a verdade dos fatos prevaleceu". O pré-candidato também declarou que encara o resultado com "humildade e gratidão", ressaltando que pesquisas "não são linha de chegada", mas um incentivo para continuar percorrendo o Paraná, dialogando com lideranças e com a população.

Enquanto o processo segue em tramitação no TRE-PR, a pesquisa volta a poder ser divulgada normalmente, até que haja uma decisão definitiva sobre a ação proposta pelo PSD.

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