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Advogada que sobreviveu a incêndio em Cascavel será candidata a deputada estadual pelo MDB

Advogada, que sobreviveu ao incêndio em um apartamento em Cascavel em 2025, afirma que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa para defender políticas públicas voltadas às vítimas de queimaduras

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Advogada que sobreviveu a incêndio em Cascavel será candidata a deputada estadual pelo MDB Créditos: Reprodução Redes Sociais

A advogada Juliane Vieira anunciou que será candidata a deputada estadual pelo MDB nas eleições de 2026. A decisão, segundo ela, foi motivada pela experiência vivida após sobreviver ao incêndio que atingiu o apartamento da família, em Cascavel, em outubro de 2025.

Em publicação nas redes sociais, Juliane afirmou que passou a refletir sobre o propósito de sua sobrevivência depois de retornar à cidade, após mais de três meses de internação.

"Entrar na política não estava nos meus planos, mas entendi que através dela eu vou ter a oportunidade de lutar por cada vítima de queimadura", escreveu.

Hospital para queimados é principal bandeira

A candidata afirmou que sua principal proposta será ampliar a estrutura de atendimento às vítimas de queimaduras na região Oeste do Paraná.

Segundo Juliane, o objetivo é viabilizar a implantação de um hospital especializado para atender pacientes da região, reduzindo a sobrecarga dos Centros de Tratamento de Queimados (CTQs) de Londrina e Curitiba.

"Minha luta é trazer um hospital de queimados para o Oeste do Paraná, para desafogar os Centros de Tratamento de Queimados de Londrina e Curitiba", destacou.

Ela também afirmou que, durante o período de recuperação, percebeu que muitas pessoas que enfrentam situações semelhantes permanecem sem visibilidade.

"Com o tempo, percebi que a minha dor não era só minha. Entendi que a minha história faz parte de um conjunto de histórias que, muitas vezes, permanecem invisíveis e não são contadas", declarou.

Incêndio marcou a vida da advogada

Juliane Vieira ganhou repercussão nacional após sobreviver ao incêndio que atingiu um apartamento no 13º andar de um edifício em Cascavel, em outubro de 2025.

Durante o incêndio, ela sofreu queimaduras em 63% do corpo ao tentar salvar familiares. Em meio às chamas, chegou a se pendurar na estrutura de um aparelho de ar-condicionado para ajudar a mãe e um primo de quatro anos.

A advogada foi encaminhada em estado gravíssimo ao Hospital Universitário de Londrina, onde permaneceu internada por mais de três meses no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), referência no atendimento a vítimas de queimaduras no Paraná.

Ela recebeu alta hospitalar em 20 de janeiro de 2026 e, desde então, compartilha nas redes sociais sua recuperação e ações voltadas à conscientização sobre o atendimento às vítimas de queimaduras.

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