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Inflação recua em Curitiba e fica abaixo da média nacional em julho

IPCA teve deflação de 0,21% na capital e Região Metropolitana, enquanto índice nacional avançou 0,07%; em 12 meses, inflação local acumula 3,05%, ante 4,44% no Brasil

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Inflação recua em Curitiba e fica abaixo da média nacional em julho Créditos: Joédson Alves/Agência Brasil

Os consumidores de Curitiba e Região Metropolitana tiveram um alívio nos preços em julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,21% na capital e região, enquanto a inflação nacional ficou em 0,07%.

A queda foi influenciada principalmente pelos grupos Transportes, com recuo de 1,9%, e Alimentação e Bebidas, que caiu 0,48%. Também houve redução nos preços de Vestuário (-1,86%), Artigos de residência (-1,04%) e Comunicação (-0,43%).

Na outra ponta, o grupo Habitação teve alta de 3,16%, pressionado pelo reajuste médio de 20% da energia elétrica residencial autorizado no fim de junho. Saúde e cuidados pessoais subiu 0,21%, enquanto Despesas pessoais avançou 0,46%.

Segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), os dados também mostram que a inflação de Curitiba permanece abaixo da média brasileira no acumulado. Em 12 meses, o IPCA da capital e Região Metropolitana ficou em 3,05%, contra 4,44% no país.

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, a trajetória recente indica uma desaceleração importante da inflação e pode abrir espaço para uma possível flexibilização da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Alimentos ajudam a conter os preços

Entre os produtos que mais subiram em julho, a manga teve alta de 17,63%, seguida pela energia elétrica residencial, com 12,15%, e pela cebola, que aumentou 10,45%. Também ficaram mais caros o feijão-preto, a banana-d’água, a passagem aérea e a alface.

Por outro lado, diversos alimentos registraram quedas expressivas. O pepino ficou 33,42% mais barato, enquanto o tomate caiu 23,95%. Cenoura, batata-inglesa, laranja-pera e brócolis também tiveram redução nos preços.

O etanol, fora do grupo de alimentação, apresentou queda de 4,68%.

Apesar do recuo em julho, alguns alimentos ainda acumulam fortes altas em 2026. De janeiro a julho, a cebola registra aumento de 100,40%, enquanto a cenoura subiu 79,62%, a batata-inglesa 70,93%, o pepino 70,10% e o tomate 52,74%.

A Fecomércio PR destaca, no entanto, que vários desses produtos estiveram entre os que mais caíram em julho, indicando uma mudança recente no comportamento dos preços.

No acumulado do ano, entre os itens que ficaram mais baratos estão emplacamento e licença de veículos, maçã, açúcar cristal, café moído, laranja-pera, açúcar refinado, artigos de iluminação e azeite de oliva.

Inflação em 12 meses desacelera

O IPCA acumulado em 12 meses também reforça o cenário de desaceleração. Em Curitiba e Região Metropolitana, a taxa de 3,05% está abaixo dos 4,44% registrados no Brasil.

Mesmo assim, alguns produtos acumulam aumentos expressivos desde agosto de 2025. A cebola aparece novamente na liderança, com alta de 88,63%, seguida pela cenoura, melão, passagem aérea e batata-inglesa.

De acordo com Lucas Dezordi, a desaceleração dos preços dos alimentos está relacionada, entre outros fatores, às condições climáticas favoráveis.

A combinação entre a deflação registrada em julho, a queda nos preços de diversos alimentos e a inflação acumulada abaixo da média nacional sinaliza um cenário de menor pressão sobre os preços em Curitiba e Região Metropolitana. A evolução dos índices nos próximos meses será importante para o poder de compra das famílias e para as decisões relacionadas à política de juros no país.

Foto: Divulgação 

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