Câmara de Cascavel aprova reconhecimento do flashback como patrimônio cultural
Projeto de lei do vereador Contador Mazutti foi aprovado por unanimidade, com 20 votos favoráveis; medida reconhece músicas, danças, DJs, colecionismo e demais manifestações ligadas à cultura retrô
Créditos: Divulgação
A Câmara de Vereadores de Cascavel aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei nº 111/2026, de autoria do vereador Contador Mazutti (PL), que reconhece a cultura flashback como patrimônio cultural material e imaterial do município. A proposta recebeu 20 votos favoráveis e nenhum contrário durante a sessão.
O projeto contempla manifestações relacionadas às músicas, danças, discotecagem e ao colecionismo retrô, considerados os quatro pilares da cultura flashback. Também estão incluídas expressões artísticas, antigas discotecas e danceterias, vestimentas, memórias afetivas e outros elementos associados às décadas de 1960, 1970, 1980, 1990 e ao início dos anos 2000.
Durante a discussão da proposta, Mazutti destacou a participação de grupos, DJs, colecionadores e praticantes de passinhos que acompanharam a votação. Segundo o vereador, a iniciativa busca preservar uma parte da memória cultural de Cascavel e fortalecer uma atividade que reúne diferentes gerações.
O parlamentar também ressaltou que o flashback ultrapassa a questão musical e envolve convivência, lazer, atividade física e formação de novas amizades. Na avaliação apresentada durante a sessão, a prática também pode contribuir para tirar pessoas do sedentarismo e estimular a participação social.
O texto aprovado prevê que o poder público municipal poderá promover ações de incentivo, valorização, preservação e divulgação da cultura flashback, por meio de eventos, projetos culturais, atividades educativas e outras iniciativas. A medida também poderá facilitar a busca por apoio e recursos públicos destinados à preservação e promoção dessa manifestação cultural.
Vereadores que participaram da discussão destacaram a presença do flashback na história de Cascavel e lembraram antigas casas noturnas e espaços de dança que marcaram a vida cultural da cidade. Também foi ressaltado que a manifestação atravessa gerações, já que músicas e danças das décadas passadas continuam sendo aprendidas e praticadas por jovens.
A vereadora Bia Alcântara (PT) destacou justamente essa característica intergeracional. Para ela, reconhecer o flashback como patrimônio significa preservar memórias e permitir que novas gerações tenham contato com uma parte da história cultural de Cascavel.
Outros parlamentares também citaram iniciativas desenvolvidas pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Cascavel (IPMC), que utiliza atividades relacionadas ao flashback com servidores aposentados. Segundo os vereadores, a prática tem estimulado a convivência e a atividade física.
Durante a sessão, também foi lembrado que Cascavel já possui legislação que estabelece o Dia Municipal do Flashback, celebrado em 28 de outubro.
A proposta aprovada prevê ainda o fortalecimento de grupos de passinhos e dança, DJs retrô, colecionadores e demais representantes da cultura, além da preservação de acervos sonoros, visuais e documentais relacionados à história do movimento.
Ao defender a aprovação, Mazutti afirmou que o reconhecimento representa uma forma de preservar as lembranças de uma geração e, ao mesmo tempo, garantir que elas sejam transmitidas para filhos e netos.
Com a aprovação unânime, o flashback passa a ter reconhecimento formal como manifestação integrante do patrimônio cultural material e imaterial de Cascavel.
Câmara aprova homenagem a Aurélio Walter Borges em espaço público no Maria Luiza
A Câmara de Cascavel aprovou, por 20 votos favoráveis e nenhum contrário, o Projeto de Lei nº 78/2026, do vereador Rondinelli Batista (Novo), que denomina um próprio público municipal com o nome de Aurélio Walter Borges. Morador do bairro Maria Luiza desde 1984, Borges teve forte atuação comunitária, foi presidente da associação de moradores e participou de ações sociais ligadas à Paróquia Nossa Senhora de Caravaggio, incluindo a Casa da Fralda e a arrecadação de equipamentos para famílias carentes.
Falecido em setembro de 2023, aos 70 anos, após sofrer um AVC, Borges deixou três filhos e nove netos. Durante a sessão, vereadores destacaram sua dedicação à comunidade, às ações sociais e à ajuda prestada de forma voluntária e discreta. Familiares e lideranças do Maria Luiza acompanharam a votação, que terminou com a aprovação unânime da homenagem e o registro de uma foto no plenário.
Foto: Divulgação
