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HUOP planeja criar serviço próprio de captação de órgãos em 2026

Hospital de Cascavel já lidera índices de doação no Paraná e busca mais autonomia no processo

HUOP planeja criar serviço próprio de captação de órgãos em 2026 Créditos: Divulgação/Assessoria

O Paraná mantém posição de destaque nacional na doação e transplante de órgãos. Até novembro de 2025, o Estado realizou 1.715 transplantes, conforme dados do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná. Nesse cenário, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná inicia 2026 com um novo objetivo: implantar um serviço próprio de captação de órgãos e tecidos.

Atualmente, o hospital já é referência na identificação de doadores e no acolhimento das famílias. A proposta é avançar para a etapa cirúrgica da captação, hoje realizada por equipes externas.

Alto índice de conversão

Em 2025, o HUOP registrou a maior taxa de conversão de doações por morte encefálica no Paraná, com índice de 84,9%. O desempenho colocou a unidade entre as cinco melhores do Brasil nesse indicador.

No mesmo período, foram captados 131 órgãos e tecidos. Ao todo, 157 pessoas foram beneficiadas com transplantes realizados a partir dessas doações.

Apesar dos números, o hospital ainda depende de equipes de fora para concluir o processo cirúrgico. A criação de um serviço próprio busca reduzir o tempo de espera, diminuir riscos logísticos e preservar melhor os órgãos destinados aos transplantes.

Estrutura e capacitação

O planejamento prevê três frentes principais. A primeira é o credenciamento de uma equipe cirúrgica junto à Central Estadual de Transplantes e ao Ministério da Saúde. A segunda envolve capacitação contínua dos profissionais. A terceira trata da adequação de fluxos internos, com salas cirúrgicas e equipes de apoio dedicadas à captação.

Segundo a direção do hospital, a medida amplia a autonomia da instituição e fortalece sua atuação como hospital de ensino, com impacto direto na formação de profissionais da área da saúde.

Processo já consolidado

Hoje, o HUOP executa todas as etapas pré-cirúrgicas da doação. Isso inclui o diagnóstico de morte encefálica, a manutenção clínica do potencial doador nas UTIs e o acompanhamento das famílias durante a decisão.

De acordo com a coordenação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, a meta é fechar todo o ciclo dentro da própria unidade, desde a identificação até a captação.

A região Oeste do Paraná conta atualmente com número limitado de equipes para esse tipo de procedimento. A implantação do serviço próprio no HUOP deve ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a dependência externa.

Com informações: Assessoria Hospital Universitário

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