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Estudante é agredido em colégio cívico-militar de Ponta Grossa; ex-aluno é investigado Créditos: Lucas Fermin/SEED

Estudante é agredido em colégio cívico-militar de Ponta Grossa; ex-aluno é investigado

Segundo a Polícia Civil, o estudante foi atacado por um ex-aluno e pelo irmão dele após uma desavença. A Secretaria da Educação informou que a Patrulha Escolar foi acionada imediatamente

Um estudante foi agredido dentro do Colégio Estadual Cívico-Militar Nossa Senhora da Glória, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, na última sexta-feira (10). Segundo a Polícia Civil, a vítima foi atacada por um ex-aluno da instituição e pelo irmão dele após uma desavença envolvendo uma suposta namorada.

Após a repercussão do caso, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que a direção da escola acionou imediatamente a Patrulha Escolar, que realizou a abordagem dos invasores. Conforme a pasta, dois adultos foram presos e um adolescente foi apreendido.

As circunstâncias do caso seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.

Secretaria da Educação diz que estudante passa bem após agressão

Em nota, a Secretaria da Educação informou que três pessoas invadiram a instituição de ensino e foram abordadas pela Patrulha Escolar após o acionamento da direção da escola.

Segundo a pasta, o estudante que seria alvo da ação não sofreu ferimentos.

"O estudante, que seria alvo dos invasores, não sofreu ferimentos. Ele foi encaminhado para atendimento médico e passa bem", informou a secretaria.

A Seed também afirmou que não houve registro de porte de armas brancas nem de danos ao patrimônio da escola.

Ainda de acordo com a pasta, o Núcleo Regional de Educação acompanha o caso e presta apoio à comunidade escolar em conjunto com os órgãos de segurança pública.

Polícia Civil investiga motivo da agressão em escola de Ponta Grossa

De acordo com informações divulgadas pelo portal Banda B, equipes do 1º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas para atender à ocorrência.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, o ex-estudante teria ido até a escola para confrontar a vítima. Durante a discussão, o aluno reagiu às agressões e, na sequência, o irmão mais velho do ex-aluno também passou a agredi-lo.

Para escapar dos ataques, o estudante se refugiou na sala dos professores. A confusão só terminou após a intervenção de um adulto que presenciou a situação.

APP-Sindicato critica segurança em escolas cívico-militares após caso

APP-Sindicato critica segurança nas escolas cívico-militares

Após o episódio, a APP-Sindicato informou que acompanha o caso e voltou a questionar a efetividade do modelo cívico-militar como política de segurança nas escolas estaduais.

A presidente do Núcleo Sindical de Ponta Grossa, Rosângela de Anhaia, afirmou que o episódio contrasta com o discurso do governo estadual de que as unidades militarizadas oferecem um ambiente mais seguro.

"Na propaganda, o governo Ratinho Jr. aponta as escolas cívico-militares como mais seguras do que a escola convencional, mas na prática não é o que estamos vendo. A violência contra um estudante dentro de um colégio que se dizia 'blindado', escancarada pela total falta de monitoramento dos próprios monitores militares, é a prova definitiva de que o modelo de Ratinho Jr. faliu. Militarizar a escola não traz segurança; apenas mascara os conflitos sob o autoritarismo", declarou.

A dirigente também defendeu mais investimentos em profissionais especializados nas escolas.

"Enquanto o governo despeja milhões em gratificações para policiais aposentados que falham em vigiar nossas crianças, as escolas seguem abandonadas, sem psicólogos nem assistentes sociais. Segurança de verdade não se faz com farda e omissão, mas ouvindo a comunidade escolar e investindo em educação de verdade", afirmou.

APP-Sindicato questiona investimentos no modelo cívico-militar

A APP-Sindicato voltou a criticar o modelo implantado pelo Governo do Paraná em 2021.

Segundo a entidade, o Estado conta atualmente com 312 colégios cívico-militares, onde policiais e bombeiros militares da reserva atuam como monitores escolares.

O sindicato afirma que esses profissionais recebem gratificação mensal de R$ 5,5 mil, valor superior ao piso salarial de R$ 5,1 mil pago aos professores da rede estadual com jornada de 40 horas semanais e também acima do salário inicial dos Agentes Educacionais II.

Na avaliação da entidade, os recursos destinados ao programa poderiam ser investidos na ampliação das equipes pedagógicas, da assistência social e do atendimento psicológico nas escolas.

APP-Sindicato diz ter entregue dossiê sobre escolas cívico-militares ao MEC

A APP informou ainda que, em abril deste ano, entregou ao Ministério da Educação (MEC) um dossiê sobre o funcionamento das escolas cívico-militares no Paraná.

Segundo o sindicato, o documento reúne relatos de supostas violações de direitos, problemas na proteção aos estudantes e dificuldades para obter informações sobre o programa. A entidade também pede maior fiscalização e a adoção de protocolos de segurança e acompanhamento da comunidade escolar.

Enquanto a APP mantém as críticas ao modelo, a Secretaria da Educação afirma que a resposta ao caso foi imediata, com o acionamento da Patrulha Escolar, a prisão de dois adultos, a apreensão de um adolescente e o acompanhamento da comunidade escolar pelo Núcleo Regional de Educação.

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